Lula avalia convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado “Conselho da Paz” voltado à Faixa de Gaza. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende aguardar mais informações antes de tomar uma decisão definitiva. Segundo interlocutores próximos ao Palácio do Planalto, a definição só deve ocorrer a partir da próxima semana, já que o governo brasileiro ainda busca compreender melhor os objetivos e o formato da iniciativa.
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De acordo com auxiliares ouvidos pelo SBT News, o presidente considera essencial analisar os detalhes políticos e diplomáticos do conselho antes de aceitar o convite. Embora o governo veja com cautela a proposta, Lula entende que qualquer iniciativa internacional envolvendo Gaza exige clareza sobre metas, responsabilidades e impactos regionais. Além disso, o Planalto avalia o contexto geopolítico e o papel que o Brasil poderia desempenhar em um eventual colegiado liderado pelos Estados Unidos.
Lula avalia convite e pede mais detalhes sobre a iniciativa
O convite de Trump chegou oficialmente na última sexta-feira (16) à Embaixada do Brasil em Washington. Conforme informado por fontes diplomáticas, o conselho foi criado pelos Estados Unidos com o objetivo de discutir a reconstrução e a segurança do território palestino. No entanto, o governo brasileiro quer saber como se dará a atuação prática do grupo e quais países terão influência real nas decisões.
Além disso, Trump estendeu o convite a outros líderes globais. Pelas redes sociais, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou que também foi chamado para integrar o “conselho da paz”. Da mesma forma, aparecem na lista o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Essa composição diversa, embora relevante, levanta questionamentos sobre alinhamentos políticos e interesses estratégicos.
A Casa Branca apresentou o conselho como parte da segunda fase do plano de paz para Gaza. Segundo o governo norte-americano, a proposta prevê o fim da guerra com Israel e o desarmamento do grupo terrorista Hamas. No entanto, diplomatas brasileiros avaliam que o histórico recente da região exige cautela, já que iniciativas semelhantes não avançaram como esperado.
