O fortalecimento forças federais ganhou destaque no debate sobre segurança pública após o Governo Federal apresentar um conjunto de medidas voltadas à modernização e à valorização das instituições responsáveis pelo combate ao crime organizado. A proposta envolve a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal Federal e busca ampliar a capacidade de resposta do Estado diante de desafios cada vez mais complexos. Além disso, a iniciativa integra uma política pública mais ampla que aposta em gestão por resultados e eficiência administrativa.
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O tema foi detalhado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, em artigo publicado nesta sexta-feira (23) no jornal O Estado de São Paulo. No texto, o dirigente analisa os fundamentos das propostas e aponta os impactos esperados para a atuação das forças federais. Segundo ele, sem dúvida, segurança pública não se constrói com discursos, mas com ações concretas e planejamento institucional consistente.
Fortalecimento das forças federais e gestão por resultados
No artigo, Andrei Rodrigues defende que o fortalecimento das orças federais passa, necessariamente, pela valorização das carreiras policiais. Conforme argumenta, a criminalidade organizada atua de forma cada vez mais sofisticada, inclusive em nível transnacional, o que exige estruturas sólidas, quadros qualificados e instrumentos modernos de gestão. Por isso, o modelo proposto adota diretrizes de gestão por resultados, com foco em eficiência, transparência e mensuração de desempenho.
Além disso, a proposta prevê mecanismos de incentivo à produtividade, vinculados, por exemplo, à recuperação de bens e ativos em poder de organizações criminosas. Essa estratégia, segundo o diretor-geral, já vem sendo utilizada com sucesso pela Polícia Federal, pois atinge diretamente a base financeira do crime, e não apenas a responsabilização penal tradicional. Assim, o Estado amplia sua atuação de forma mais estratégica e eficaz.
Outro ponto abordado é a atenção aos servidores inativos. Embora aposentados, muitos policiais seguem expostos a riscos decorrentes da atividade exercida ao longo da carreira. Nesse contexto, o fortalecimento institucional também considera medidas de proteção e reconhecimento a esses profissionais. Por outro lado, o custo das propostas será avaliado dentro dos trâmites legais, respeitando a responsabilidade fiscal.




















































