O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu à Justiça, nesta terça-feira (27), autorização para receber visitas no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Além disso, o pedido trata da ampliação da assistência religiosa já existente no processo.
A defesa solicitou a inclusão do padre Paulo M. Silva na lista de religiosos autorizados a visitar Bolsonaro. Dessa forma, os advogados informaram que o religioso deverá cumprir os mesmos dias e condições já definidos pela Justiça.
Nos autos do processo, a defesa argumenta que o pedido segue todas as normas do sistema prisional. Assim, segundo os advogados, a solicitação não altera regras nem cria exceções ao regime imposto ao ex-presidente.
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Aliados do PL entram no pedido
Além da assistência religiosa, Bolsonaro também pediu autorização para receber visitas de aliados políticos do Partido Liberal (PL). Nesse sentido, a defesa apresentou uma lista com dirigentes e parlamentares da legenda.
Entre os nomes indicados estão o senador Wilder Pedro de Morais, do PL de Goiás, e Valdemar Costa Neto, presidente nacional do partido. Além disso, a lista inclui Luiz Antonio Nabhan Garcia, ex-secretário de Assuntos Fundiários, e o senador Magno Malta, do Espírito Santo.
O pedido ainda cita o deputado federal Hélio Fernando Barbosa Lopes, do Rio de Janeiro. Da mesma forma, consta o nome do deputado federal Gilberto Gomes da Silva, conhecido como Cabo Gilberto, líder da oposição pelo PL da Paraíba. Por isso, a defesa afirma que as visitas têm caráter institucional e pessoal.
Defesa diz que pedido cumpre exigências legais
A defesa sustenta que o pedido respeita todos os trâmites legais. Além disso, os advogados destacam que as visitas ocorreriam conforme as regras de segurança da unidade prisional.
Segundo os defensores, o acompanhamento religioso representa um direito previsto em lei. Por isso, o pedido busca apenas regularizar a ampliação da assistência já autorizada pela Justiça.
Bolsonaro está preso na Papudinha desde janeiro
Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no dia 15 de janeiro, e seguiu para o 19º Batalhão da Polícia Militar. Em seguida, o ex-presidente passou a cumprir pena em regime inicial fechado.
Desde então, Bolsonaro permanece detido no complexo da Papuda. Enquanto isso, a Justiça analisa o pedido e deve decidir se autoriza ou não as visitas religiosas e políticas solicitadas pela defesa.
