Os vereadores de Natal decidiram, em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (27), manter o processo de cassação contra Brisa Bracchi (PT) na comissão processante criada para analisar o caso. O plenário rejeitou o parecer que recomendava o arquivamento da denúncia. O resultado da votação foi de 15 votos contrários ao arquivamento, nove favoráveis, três abstenções e duas ausências.
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A decisão contraria a posição da maioria da comissão especial, que havia optado pelo encerramento do processo.
Comissão de Ética lamenta decisão
A presidente da Comissão de Ética da Câmara, vereadora Samanda Alves (PT), lamentou o resultado da votação. Segundo ela, o relatório sugeria o arquivamento na comissão especial e a continuidade das apurações no âmbito da Comissão de Ética.
“Infelizmente, nosso relatório não foi acatado. Mas o trabalho continua na Comissão Especial, com prazo de 90 dias para ser concluído, que termina no dia 4 de março”, afirmou.
Brisa diz que seguirá na política
Após a decisão, Brisa Bracchi afirmou em plenário que a manutenção do processo não a afasta da vida pública. De acordo com a vereadora, o andamento da denúncia reforça sua permanência na política.
“Se alguns acham que estender esse processo, que já se arrasta há mais de seis meses, vai me fazer sair da política, é muito pelo contrário. Vou continuar com mais força do que nunca”, declarou.
Durante o pronunciamento, a parlamentar também comparou a situação ao cenário nacional e criticou o uso de processos de cassação em disputas políticas.
“É necessário respeitar os mandatos democraticamente eleitos. A cassação não deve ser utilizada como ferramenta de punição quando há discordância política”, destacou.
Entenda o caso
A sessão foi convocada para deliberar sobre o parecer da Comissão Processante, que havia recomendado arquivar a denúncia apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil).
O plenário interrompeu o recesso parlamentar para analisar o relatório e decidiu manter a tramitação do processo de perda de mandato, revertendo a orientação inicial da comissão.
A denúncia envolve supostas irregularidades no uso de emendas parlamentares para financiar um evento político-cultural conhecido como “Rolé Vermelho”, realizado em agosto. O evento foi interpretado por opositores como ato de natureza político-partidária.
Uma investigação anterior havia sido arquivada por decurso de prazo, antes da reabertura do procedimento que agora segue em análise.






















































