Pelo menos 6.126 pessoas morreram em meio aos protestos que se espalham pelo Irã, segundo levantamento divulgado na noite desta segunda (26) pela HRANA (Human Rights Activists News Agency), organização que monitora violações de direitos humanos no país. As manifestações continuam sob interrupções recorrentes de internet e restrições severas à comunicação, impostas pelas autoridades iranianas.
Segundo a entidade, os dados acumulados até o 30º dia de protestos indicam 41.880 prisões, além de 11.009 pessoas gravemente feridas. O levantamento também aponta a transmissão de 245 confissões forçadas em meios oficiais e a convocação de 11.024 pessoas por agências de inteligência e segurança. Ao todo, foram registrados 651 protestos em 200 cidades, abrangendo todas as 31 províncias do país.
A HRANA afirma ainda que 17.091 mortes permanecem sob investigação. Segundo relatos reunidos pela organização, manifestantes feridos continuam sendo detidos, inclusive durante atendimentos médicos, enquanto os bloqueios de internet persistem, dificultando a verificação independente das informações, o trabalho de jornalistas e a mobilização popular.
Governo iraniano contesta os números
Em contraste, o governo iraniano reconhece um número bem menor de vítimas. As autoridades afirmam que 3.117 pessoas morreram, sendo 2.427 civis e integrantes das forças de segurança, enquanto o restante foi classificado oficialmente como “terroristas”, versão contestada por organizações de direitos humanos.
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