O meio de pagamento mais querido dos brasileiros acaba de passar por uma atualização importante em suas normas de funcionamento. O Banco Central decidiu implementar ajustes que visam fechar o cerco contra fraudes e garantir que o dinheiro dos cidadãos esteja ainda mais protegido dentro do ambiente digital.
Desde que foi lançado, o sistema transformou a economia do país pela facilidade de transferir valores a qualquer hora do dia. No entanto, essa mesma agilidade passou a ser explorada por golpistas, o que motivou a criação de camadas extras de verificação para operações consideradas suspeitas ou fora do padrão do usuário.
As novas diretrizes focam principalmente no controle de limites e na identificação de aparelhos celulares que nunca foram utilizados antes para aquela conta. A ideia não é burocratizar o uso, mas criar um “tempo de espera” que pode ser vital para interromper uma transferência feita sob pressão ou ameaça.
Mudanças nos limites e horários de transferência
Uma das principais alterações diz respeito ao valor que pode ser enviado durante o período da noite. O limite padrão para transferências entre pessoas físicas agora possui um teto mais rígido, a menos que o próprio cliente solicite e confirme o aumento previamente através dos canais oficiais do banco.
Se você precisar cadastrar um novo limite, o banco terá um prazo de 24 a 48 horas para aprovar a mudança. Esse intervalo é uma medida de segurança pensada para que, caso um criminoso tente alterar suas configurações, você tenha tempo de perceber a movimentação e cancelar a operação antes que o dinheiro saia da conta.
Além disso, o gerenciamento de dispositivos ficou mais rigoroso. Ao trocar de celular, o usuário passará por uma verificação de identidade mais profunda, que pode incluir biometria facial ou reconhecimento de voz, antes de ser liberado para fazer transações de valores altos.
Ferramentas de recuperação de valores em caso de golpe
Para quem acaba sendo vítima de uma fraude, o sistema agora conta com um mecanismo de devolução mais ágil. Quando uma conta é identificada como “laranja” ou suspeita de lavagem de dinheiro, o banco tem o poder de bloquear os recursos imediatamente para análise.
O chamado Mecanismo Especial de Devolução permite que o valor seja estornado para a conta de origem caso a fraude seja comprovada em poucos minutos. Por isso, a recomendação é que a vítima registre a reclamação no aplicativo do banco o mais rápido possível após perceber o erro ou o golpe.
Dicas para usar o Pix com total segurança
A regra de ouro continua sendo a desconfiança com mensagens recebidas por aplicativos de conversa. Nunca clique em links que prometem “cadastramento de chaves” ou “ganhos fáceis” através do sistema de pagamentos. O cadastro de chaves deve ser feito apenas dentro do ambiente seguro do seu banco.
Outra boa prática é utilizar chaves aleatórias em vez de CPF ou número de celular quando precisar receber dinheiro de desconhecidos. Isso evita que seus dados pessoais fiquem circulando e reduz a exposição da sua identidade para terceiros.
Mantenha sempre o sistema operacional do seu celular e o aplicativo do banco atualizados. As empresas lançam correções de segurança constantes que corrigem falhas que poderiam ser usadas por invasores. Com cuidado e informação, o seu dinheiro fica protegido e você aproveita a praticidade do mundo digital sem sustos.
