O Brasil abriu 1,28 milhão de vagas formais de trabalho em 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o pior resultado anual para o país desde 2020, quando o saldo foi de 189 mil postos fechados.
Ao todo, foram 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de desligamentos registrados ao longo do último ano. A queda é de 23% para 2024, ano em que o país criou 1,67 milhão de postos de trabalho.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu o resultado à alta taxa da Selic mantida pelo Banco Central no último ano. Segundo ele, a conduta leva empresários a ter cautela e postergar investimentos no país.
“Procurei dialogar com o Banco Central desde o final do primeiro semestre mostrando que o que a tinha conseguia interpretar do que eles falam nas atas e entrevistas […] poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo”, afirmou.
O ministro também comentou que a tendência de queda na taxa básica de juros demora impactar na economia e cria um cenário. “Nós podemos estar comprometendo um grande pedaço do ano por responsabilidade exclusiva do monitoramento que o Banco Central faz.”
