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SUS Digital: inteligência artificial passa a ser usada para reduzir filas de exames no Brasil

Médicos da rede pública utilizam novos tablets integrados ao sistema nacional para consultar históricos em tempo real.

O sistema público de saúde do Brasil está passando pela sua maior atualização tecnológica desde a criação do Cartão SUS. Em um esforço para acabar com as filas de espera que duram meses, o Ministério da Saúde implementou, neste mês de janeiro de 2026, o Prontuário Nacional Inteligente. Agora, algoritmos de análise de dados trabalham em conjunto com os médicos para identificar prioridades e salvar vidas através da velocidade.

O grande problema do sistema de saúde sempre foi a fragmentação: o exame feito em uma cidade muitas vezes não era visualizado em outra, gerando repetições desnecessárias de procedimentos e perda de tempo precioso. Com a nova rede unificada, o histórico do paciente “viaja” com ele, e a Inteligência Artificial (IA) alerta o médico sobre padrões que podem indicar o início de uma doença grave antes mesmo dos sintomas se agravarem.

Essa mudança não substitui o médico, mas funciona como um assistente de alta precisão que ajuda a organizar a fila por critérios de urgência real, e não apenas por ordem de chegada.

Abaixo, explicamos como essa tecnologia funciona na prática e o que muda quando você procurar um posto de saúde ou hospital da rede pública.

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Triagem inteligente e priorização de exames

O novo sistema atua diretamente na central de regulação de exames. Quando um clínico geral solicita uma ressonância ou biópsia, a IA analisa o histórico familiar, os resultados de exames de sangue anteriores e os fatores de risco do paciente. Se o sistema detecta uma alta probabilidade de uma condição crítica, como um tumor em estágio inicial, o pedido é automaticamente movido para o topo da lista de prioridades.

Estudos preliminares realizados em cidades-piloto mostraram que o tempo médio de espera para exames oncológicos caiu de 120 para 15 dias com o uso da triagem inteligente. Isso significa que o tratamento pode começar muito mais cedo, aumentando drasticamente as chances de cura.

Acesso total pelo aplicativo “Meu SUS Digital”

Para o cidadão, a principal mudança está na palma da mão. O antigo aplicativo “ConecteSUS” foi substituído pelo Meu SUS Digital, que agora permite:

  • Agendamento direto: Em algumas especialidades, o paciente pode escolher o horário da consulta após a liberação da guia.

  • Resultados no celular: Todos os laudos de exames feitos na rede pública ficam disponíveis para download em formato PDF com certificação digital.

  • Carteira de Vacinação Internacional: O certificado de vacinas é gerado automaticamente em vários idiomas para quem precisa viajar.

Além disso, o aplicativo agora conta com um assistente virtual que ajuda a tirar dúvidas sobre sintomas simples e orienta o usuário sobre qual unidade de saúde procurar (se um posto de saúde comum ou uma UPA 24h), evitando a lotação desnecessária das emergências.

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Segurança e privacidade dos dados

Uma dúvida comum entre os brasileiros é sobre a segurança dessas informações sensíveis. O Ministério da Saúde garante que o sistema utiliza criptografia de ponta e segue rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O acesso ao prontuário completo só é liberado para o médico no momento da consulta, mediante a autorização do paciente (que pode ser feita por biometria ou pelo código gerado no aplicativo). Nenhuma empresa privada ou seguradora tem acesso a esses dados, que pertencem exclusivamente ao cidadão e ao Estado para fins de tratamento de saúde.

O futuro: Telemedicina especializada

Com a base de dados unificada, o SUS também está expandindo a telemedicina para regiões remotas. Pacientes do interior do país agora podem passar por consultas com especialistas de grandes centros (como cardiologistas e neurologistas) através de videochamadas dentro dos próprios postos de saúde locais, com o auxílio de um enfermeiro presente.

Essa integração tecnológica reduz a necessidade de deslocamentos exaustivos e garante que a qualidade do atendimento seja a mesma, independentemente de onde o brasileiro viva. A saúde digital em 2026 não é mais uma promessa, mas uma ferramenta prática de justiça social.

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