A justiça pela morte do cão Orelha motivou uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã deste domingo (1). O ato reuniu cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, e teve como objetivo cobrar punição aos responsáveis pela morte do cachorro, ocorrida no início de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina.
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De início, os manifestantes se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), por volta das 10h. Em seguida, o grupo percorreu a avenida em direção ao bairro do Paraíso. Muitos participantes levaram seus animais de estimação, além de cartazes e faixas pedindo o fim da impunidade em casos de maus-tratos contra animais.
Além disso, o protesto reuniu ativistas da causa animal, tutores e moradores que se comoveram com a história de Orelha, que vivia de forma comunitária na região onde ocorreu o crime. Conforme relatos, a mobilização ocorreu de maneira pacífica e contou com acompanhamento da Polícia Militar durante todo o trajeto.
Justiça e comoção nacional
Orelha viveu por cerca de dez anos nos arredores da Praia Brava, em Florianópolis. Como mencionado anteriormente, moradores do bairro se organizavam para alimentá-lo, limpar as casinhas improvisadas, trocar cobertores e acompanhar sua rotina diária. Com o tempo, o cachorro passou a fazer parte do cotidiano da comunidade local.
No entanto, no início de janeiro, o animal ficou desaparecido por dois dias. Depois disso, moradores o encontraram em estado grave e acionaram o resgate. Orelha recebeu atendimento veterinário, mas, devido à gravidade das lesões e ao intenso sofrimento, os profissionais optaram pela eutanásia.
Exames realizados descartaram a hipótese de atropelamento. Pelo contrário, os laudos indicaram que os ferimentos foram provocados por agressões. Posteriormente, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que quatro adolescentes cometeram o crime.
Segundo a investigação, dois dos envolvidos estavam no estado no momento da apuração. Os outros dois encontravam-se nos Estados Unidos em uma viagem previamente programada e retornaram ao Brasil na última quinta-feira (29).
Na última segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. Em uma das casas, os agentes apreenderam uma porção de droga, celulares e outros objetos. As investigações seguem sob sigilo.
