A diplomacia entre EUA e Cuba voltou ao centro do debate internacional neste domingo (1), após o papa Leão XIV fazer um apelo público por diálogo entre os dois países. A declaração ocorreu durante a oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, logo depois do anúncio de novas sanções econômicas impostas pelo governo dos Estados Unidos contra a ilha caribenha.
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Segundo o pontífice, a escalada de medidas punitivas agrava o sofrimento da população cubana. Além disso, ele afirmou acompanhar com preocupação as notícias que chegam do país, destacando a escassez de alimentos, medicamentos e itens básicos enfrentada pelos cidadãos. Para o papa, a diplomacia deve prevalecer sobre ações de força ou interesses ideológicos.
Diplomacia e apelo humanitário
Durante o pronunciamento, Leão XIV foi direto ao defender a dignidade humana como prioridade absoluta nas relações internacionais. Conforme declarou, nenhum povo pode ser tratado como instrumento de pressão política. Por outro lado, o líder da Igreja Católica reforçou que decisões econômicas precisam considerar impactos sociais imediatos, especialmente em países já fragilizados.
O posicionamento do papa ocorreu após o presidente Donald Trump assinar um decreto que impõe tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba. Além disso, o governo norte-americano estuda a possibilidade de um bloqueio naval à ilha, o que ampliou as tensões diplomáticas e gerou reações em diversos setores da comunidade internacional.
Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel divulgou uma nota oficial classificando as medidas como criminosas. Segundo ele, as sanções aprofundam dificuldades históricas enfrentadas pelo país. No entanto, Díaz-Canel afirmou confiar na compreensão da comunidade internacional e no apoio de nações que defendem a soberania cubana.






















































