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Protestos nos EUA: Trump orienta agentes a se afastar

Foto: Michael Reynolds

Os protestos nos EUA motivaram uma nova orientação do presidente Donald Trump às forças federais. No sábado (31), ele afirmou que instruiu o Departamento de Segurança Interna a não intervir em manifestações realizadas em cidades governadas por democratas, a menos que autoridades locais solicitem apoio ou que haja ameaça direta a prédios federais.

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Segundo Trump, a responsabilidade pela proteção de bens estaduais e municipais cabe às próprias administrações locais. Além disso, ele destacou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Patrulha de Fronteira permanecerão responsáveis exclusivamente pela segurança de instalações federais. A declaração foi feita por meio das redes sociais e repercutiu rapidamente no cenário político americano.

Protestos nos EUA e a atuação federal

Conforme o presidente, a orientação busca limitar confrontos diretos entre agentes federais e manifestantes. No entanto, Trump adotou um tom mais duro ao comentar eventuais ataques contra servidores públicos. Segundo ele, agressões a agentes, viaturas ou prédios federais não serão toleradas e resultarão em punições severas.

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Além disso, Trump reforçou que não aceitará danos a tribunais, edifícios federais ou qualquer estrutura sob responsabilidade do governo central. Assim, embora tenha sinalizado recuo em cidades democratas, o presidente deixou claro que manterá uma resposta firme sempre que patrimônios federais estiverem em risco.

Os comentários ocorreram após uma série de manifestações registradas em Minneapolis e em outras cidades do país. Os atos, por outro lado, surgiram em meio a críticas à política de imigração do governo federal e se intensificaram após mortes ocorridas durante operações e protestos na região de Minnesota.

Contexto político amplia tensão

Segundo autoridades locais, as manifestações cresceram após a ampliação da presença federal na região. Nos últimos dias, o governo Trump enviou cerca de 3 mil agentes para reforçar ações contra a imigração ilegal. Como resultado, a atuação intensificada acabou elevando o clima de tensão entre manifestantes e forças de segurança.

Embora o governo defenda as operações como necessárias para a segurança nacional, críticos afirmam que a estratégia contribui para o agravamento dos conflitos urbanos. Assim, o debate sobre o papel das forças federais em cidades governadas por democratas voltou ao centro da agenda política dos Estados Unidos.

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