Um estudo da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA), equivalente à Anvisa, apontou que o uso de canetas emagrecedoras pode estar ligado a casos de pancreatite aguda. Entre 2007 e 2025, foram registradas cerca de 1.300 notificações associadas ao medicamento, incluindo 19 óbitos, em mais de 20 milhões de pessoas que utilizaram a medicação. A notícia ganhou atenção nesta segunda-feira (2) e gerou preocupação entre usuários.
A médica cardiologista e comentarista de saúde do SBT News, Dra. Ludhmila Hajjar, explicou que relatórios como esse são relativamente comuns e precisam ser analisados com cuidado.
“Entre mais de 20 milhões de usuários, houve pouco mais de 1.000 notificações, incluindo 19 óbitos. Esses números são pequenos e se equiparam a muitos outros medicamentos considerados seguros. Estudos clínicos comparativos, inclusive com placebo, publicados nas principais revistas internacionais, não mostram que essas medicações aumentem de forma significativa o risco de pancreatite aguda”, disse.
Medicamento exige acompanhamento médico
A doutora acrescentou que qualquer medicamento novo exige acompanhamento constante. “É normal que surjam alertas quando se observa um grupo de casos, mas isso não significa que o tratamento deva ser interrompido. Do ponto de vista médico, continuamos a prescrever essas medicações quando indicado, sempre monitorando possíveis efeitos. Esse acompanhamento faz parte do uso seguro de qualquer medicamento.”
Ela explicou que os pacientes não devem interromper o tratamento por conta própria e que o acompanhamento médico é fundamental para o uso da medicação com segurança. Sem orientação adequada, esses medicamentos podem causar efeitos colaterais, como perda excessiva de massa muscular, hipoglicemia e, em casos específicos, pancreatite, principalmente em pessoas com histórico da doença.
Quando prescritos corretamente e combinados com acompanhamento médico, os mesmos tratamentos são muito eficazes no controle da obesidade e do diabetes. “Eles ajudam a regular o metabolismo, reduzem complicações cardiovasculares e trazem benefícios importantes para pacientes de risco”, afirmou.
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