Furtos e roubos de pick-ups cresceram 12,2%, enquanto os automóveis tiveram alta de 3% no ano passado, em comparação a 2024. É o que diz o balanço divulgado pelo Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, nesta segunda-feira (2). O avanço é quatro vezes maior entre as caminhonetes.
Esses veículos são muito visados por terem alto valor de mercado, alguns modelos podem custar até R$ 400 mil — e por serem usados no transporte de cargas. Os crimes se concentram principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Segundo a empresa, há dois caminhos principais. Um deles é o envio para fora do país, especialmente para o Paraguai, onde os veículos são usados como moeda de troca por organizações criminosas. “Os veículos acabam migrando para fora do país e são usados para sustentar outras atividades ilícitas”, explica Vitor Corrêa, gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker.
Na maioria dos casos, porém, o destino é o desmanche clandestino. Em até 40 minutos, uma caminhonete pode ser completamente desmontada. As peças seguem para o mercado ilegal, alimentando a cadeia do crime.
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