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Como denunciar focos de dengue e ajudar no combate ao mosquito no seu bairro

Aprenda a identificar possíveis criadouros do Aedes aegypti e saiba quais canais utilizar para acionar a vigilância sanitária de forma rápida e eficiente. Freepik

O combate à dengue é uma corrida contra o tempo que acontece todos os anos, especialmente durante as estações mais quentes e chuvosas. O mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Zika e da Chikungunya, precisa apenas de um pouco de água parada para depositar seus ovos e iniciar um novo ciclo de vida. Por mais que as prefeituras realizem campanhas e passem com o carro do “fumacê”, a maior parte dos focos de reprodução está dentro das residências ou em terrenos abandonados.

Muitas vezes, o cidadão cuida perfeitamente do seu quintal, mas sofre com a negligência de um vizinho ou com o acúmulo de lixo em áreas públicas próximas. É nesse momento que a denúncia se torna uma ferramenta fundamental de cidadania. Denunciar um foco de dengue não é “dedurar” ninguém, mas sim um ato de proteção à saúde da sua família e de todos os moradores do bairro. Uma única fêmea do mosquito pode infectar dezenas de pessoas em um raio curto de voo.

Abaixo, detalhamos como você pode identificar os perigos escondidos e, principalmente, quais são os caminhos oficiais para registrar uma denúncia. O trabalho dos agentes de endemias depende muito desse alerta da população para saber onde agir com prioridade. Atuar de forma preventiva é a única maneira de evitar que os hospitais fiquem sobrecarregados e que novas vidas sejam perdidas para uma doença que pode ser evitada.

Como identificar criadouros que passam despercebidos

Nem sempre o foco da dengue está em um grande pneu ou em uma caixa d’água destampada. O mosquito é extremamente adaptável e consegue se reproduzir em locais minúsculos. Verifique calhas entupidas, bandejas de ar-condicionado, pratinhos de vasos de plantas e até mesmo as tampinhas de garrafa esquecidas no jardim. Qualquer objeto que possa acumular uma lâmina de água, por menor que seja, já representa um risco para a vizinhança.

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Em terrenos baldios e casas abandonadas, o problema costuma ser maior devido ao acúmulo de mato e descarte irregular de entulho. Nesses locais, as piscinas sem tratamento e as lonas plásticas que acumulam água da chuva são os principais vilões. Se você notar que existe um local assim perto da sua casa, tente identificar o endereço exato ou um ponto de referência próximo para facilitar o trabalho da equipe de fiscalização.

Os canais oficiais para registrar sua denúncia com segurança

Cada cidade possui um sistema de atendimento, mas na maioria delas o canal principal é o Disque Dengue ou o número da Ouvidoria da Secretaria de Saúde. Em muitas capitais e cidades maiores, o número 156 centraliza esse tipo de solicitação. Ao ligar, você não precisa se identificar caso não se sinta confortável; a maioria das prefeituras aceita denúncias anônimas, desde que as informações sobre o local do foco sejam precisas e verdadeiras.

Além do telefone, muitas gestões municipais já oferecem aplicativos de celular onde é possível enviar fotos e a localização exata pelo GPS. Essa tecnologia agiliza muito a ida dos agentes ao local, pois permite que eles já visualizem o tamanho do problema antes de saírem da base. O registro oficial gera um número de protocolo, permitindo que você acompanhe se a fiscalização foi realizada e qual foi a solução dada para aquele caso específico.

O papel do agente de endemias e a sua colaboração

Quando uma denúncia é feita, os agentes de saúde visitam o local para aplicar larvicidas e orientar os proprietários. Em casos de terrenos fechados ou casas abandonadas, a prefeitura tem o poder legal de entrar no imóvel para eliminar o foco, se houver risco iminente para a saúde pública. A colaboração do morador é essencial: receber bem o agente e permitir a inspeção do seu próprio imóvel ajuda a criar uma barreira de proteção no quarteirão inteiro.

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Lembre-se que o combate à dengue não para nunca. Mesmo após a visita da fiscalização, é preciso manter a vigilância semanalmente. O ciclo do mosquito é muito rápido, levando menos de dez dias para um ovo virar um inseto adulto capaz de transmitir o vírus. Se cada um fizer a sua parte e não se calar diante de situações de risco no bairro, conseguiremos vencer essa batalha e garantir um ambiente muito mais seguro para todos.

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