O atestado de óbito da corretora de imóveis Daiane Alves, assassinada pelo síndico do prédio em que morava em Goiás, aponta que ela morreu em decorrência de um traumatismo cranioencefálico causado por projéteis de arma de fogo. O corpo da vítima será velado nesta quarta-feira (4), no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis, em Uberlândia, Minas Gerais.
Daiane, de 43 anos, ficou 40 dias desaparecida, após ser vista pela última vez entrando no elevador do prédio onde morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos. Imagens de câmeras de segurança registraram seus últimos momentos no condomínio.
O caso ganhou repercussão após apelos de familiares. As investigações da Polícia Civil colocaram Kleber Rosa de Oliveira, síndico do prédio, como principal suspeito.
Daiane Alves e Kleber Rosa tinham desavenças há mais de um ano relacionadas à administração de apartamentos da família da corretora no prédio. Existem mais de 12 processos judiciais entre as partes, envolvendo acusações como perseguição, sabotagem, abuso de poder e agressão física.
O caso teve um desfecho trágico na última quarta-feira (28), quando o suspeito confessou o crime e levou os agentes até o local onde escondeu o corpo de Daiane, em uma área de mata a 15 quilômetros de Caldas Novas.
A identificação inicial foi realizada com base nas roupas encontradas no local. Agora, exames mais detalhados confirmaram a causa da morte.
Além de Kleber, o filho dele Maicon Douglas de Oliveira foi preso pelo homicídio.
Segundo a polícia, Kleber Rosa de Oliveira deve responder por assassinato e ocultação de cadáver. Já o filho foi autuado por obstrução da investigação, embora o pai afirme que ele “não tem nada a ver com a história”.
