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#Curtida Cultural: “Bênção” é um manifesto luminoso de axé, amor e fé de Saulo Fernandes

“Bênção”, novo álbum de Saulo Fernandes, lançado em 22 de janeiro de 2026, pertence claramente a esse segundo grupo. O trabalho marca a segunda parte de um projeto iniciado em fevereiro de 2025 pelo cantor e compositor baiano e aprofunda escolhas musicais, afetivas e espirituais que já vinham sendo desenhadas pelo compositor de “Circulou”.

Nesta etapa, que chegou às plataformas digitais com 11 faixas, Saulo aposta em sua musicalidade e poesia para criar uma conexão direta e íntima com quem o escuta. Não há espaço para fórmulas industrializadas ou sons plastificados. O disco se constrói a partir do afeto, do ritmo e da verdade dos tambores baianos, marcas centrais de sua trajetória.

O carro-chefe do álbum é a canção “Bênção”, que dá nome ao projeto e conta com a participação de Anitta. A faixa sintetiza o espírito do trabalho: uma celebração da pluralidade espiritual brasileira, cantada sem medo, sem hierarquia e sem exclusão. No refrão, Saulo deixa isso explícito:

“E eu vou caminhar sem temer
Eu sei que tem alguém
Que me cuida e me guia
Meu Orixá, meu santo, meu anjo, Maria
Eu sei que não tô só”

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A mensagem é direta. Menos sobre religião institucional, mais sobre pertencimento espiritual. Um axé ecumênico que atravessa símbolos do cristianismo e das religiões de matriz afro-brasileira sem conflito, reunindo tudo em uma mesma busca por amor, cuidado e bem viver.

Musicalmente, “Bênção” reafirma o que Saulo tem de mais reconhecível em sua obra: o batuque ligado às raízes do “axé-música”, a energia de alegria carnavalesca e uma poesia direta, emocional, calorosa e acessível. É um som que convida o corpo a se mover, mas também a escutar.

Faixas como “Pipoca, povo, presente” já despontam como candidatas naturais a incendiar os carnavais pelo Brasil, mantendo a tradição de Saulo como um dos grandes puxadores de trio da música baiana contemporânea. Já “É a Bahia”, composta em parceria com o poeta e jornalista James Martins, funciona como um manifesto identitário, evocando a frase repetida por Caetano Veloso em entrevistas ao longo dos últimos anos: “Rio é o Brasil. São Paulo é o mundo. A Bahia é a Bahia.”

O álbum também carrega uma dimensão íntima e emocional marcante. A figura da mãe, Dona Estela, falecida em outubro de 2025, é homenageada na delicada faixa “Mãezinha”, um dos momentos mais sensíveis do disco.

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Em tempos de cansaço coletivo, ruído e fragmentação, Saulo propõe algo simples e poderoso: alegria com sentido, espiritualidade sem fronteiras e música como lugar de encontro.

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