Ministério da Saúde atualiza diretrizes para Influenza e Sarampo; veja quem deve se vacinar e as novas tecnologias digitais.
O Ministério da Saúde oficializou nesta semana as diretrizes do Calendário Nacional de Vacinação para o ano de 2026. As atualizações buscam responder às mutações virais recentes e garantir que doenças erradicadas no passado não encontrem brechas para retornar ao território nacional. Com a tecnologia de imunizantes avançando rapidamente, o governo brasileiro foca agora na personalização das doses para cada faixa etária e no controle digital rigoroso das coberturas vacinais.
A vacina da gripe (Influenza) com nova fórmula
A principal novidade para 2026 é a atualização da vacina contra a Influenza. Todos os anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa quais cepas do vírus estão circulando com mais força no Hemisfério Norte para definir a composição da vacina no Hemisfério Sul.
A fórmula de 2026 foca especificamente em novas subvariantes da Influenza A (H1N1 e H3N2), que causaram surtos severos na Europa nos últimos meses.
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Grupos Prioritários: Idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas, crianças de 6 meses a 6 anos e professores.
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Trabalhadores da Saúde: Devido à exposição constante, este grupo continua sendo a linha de frente da campanha de imunização.
A luta contínua contra o Sarampo e a “Dose Zero”
O Sarampo continua sendo uma ameaça latente devido às baixas taxas de cobertura vacinal em países vizinhos e ao fluxo migratório intenso. Por esse motivo, o Ministério da Saúde decidiu manter em 2026 a recomendação da “Dose Zero” para bebês de 6 a 11 meses de idade.
É fundamental que os pais compreendam que a Dose Zero é uma medida de proteção emergencial e não substitui as doses do calendário padrão (que devem ocorrer aos 12 e 15 meses de vida). Apenas com o esquema completo a criança estará devidamente protegida contra as complicações graves da doença, que podem incluir pneumonia e inflamações cerebrais.
Digitalização e o papel do ConecteSUS
Em 2026, a caderneta de papel está dando lugar definitivo ao registro digital. O aplicativo ConecteSUS tornou-se a ferramenta oficial para comprovação de imunidade em todo o país.
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Viagens Internacionais: O certificado digital emitido pelo app é aceito na maioria dos países como prova de vacinação.
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Educação e Trabalho: Diversas instituições de ensino e empresas agora solicitam o QR Code da vacinação para garantir a segurança dos ambientes coletivos.
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Monitoramento: O sistema permite que o governo identifique “bolsões de baixa vacinação” em tempo real, permitindo ações rápidas de busca ativa.
A importância do reforço e a consciência coletiva
Muitas vacinas, como a da Hepatite e a do Tétano, exigem doses de reforço ao longo da vida adulta. O Ministério alerta que a imunidade de grupo só é atingida quando pelo menos 90% da população está com o esquema completo.
Não deixe para procurar o posto de saúde apenas quando houver um surto. A prevenção é um hábito contínuo que salva vidas e economiza recursos públicos. Vá até a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com seu documento e atualize seu histórico. Em 2026, estar vacinado é mais do que um cuidado pessoal; é um ato de cidadania e proteção aos mais vulneráveis.
