Os EUA querem fim da guerra entre Rússia e Ucrânia até o mês de junho, antes do início do verão no hemisfério norte. A informação foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em declarações dadas à imprensa na sexta-feira (6) e publicadas neste sábado (7). A proposta indica uma tentativa de acelerar as negociações para encerrar um conflito que completa quatro anos no fim de fevereiro.
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Segundo Zelensky, autoridades norte-americanas sinalizaram o desejo de estabelecer um cronograma objetivo para a conclusão das tratativas. “Eles disseram que querem que tudo seja resolvido até junho”, afirmou o presidente. Além disso, ele reforçou que Washington pretende atuar de forma intensa para alcançar um acordo. Conforme destacou, “se os russos realmente estiverem prontos para encerrar a guerra, é essencial termos um prazo claro”.
O líder ucraniano também informou que os Estados Unidos propuseram um encontro direto entre delegações da Ucrânia e da Rússia na próxima semana, em Miami. De acordo com Zelensky, Kiev já confirmou presença, o que pode representar um novo esforço diplomático para destravar negociações que, anteriormente, fracassaram repetidas vezes.
EUA querem fim da guerra e pressionam por acordo
As tentativas de mediação ocorrem em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que desde seu retorno à Casa Branca, no início de 2025, cobra publicamente um desfecho para o conflito. No entanto, embora haja movimentação diplomática, os principais impasses permanecem. O Kremlin exige que a Ucrânia ceda integralmente a região industrial de Donbass, formada por Donetsk e Luhansk. Kiev, por outro lado, rejeita a proposta e mantém a defesa de sua integridade territorial.
Enquanto isso, houve um avanço pontual nas relações entre os dois países. Depois de cinco meses de interrupção, Rússia e Ucrânia retomaram a troca de prisioneiros. Na última quinta-feira (5), cada lado libertou 157 soldados capturados, durante negociações mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Certamente, o gesto foi visto como um sinal de possível reabertura do diálogo.
Apesar disso, o cenário no campo de batalha segue tenso. Neste sábado, Zelensky relatou novos ataques russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia. Segundo ele, a ofensiva incluiu mais de 400 drones e mísseis de diferentes tipos. “Todos os dias, a Rússia poderia escolher a diplomacia, mas escolhe novos ataques”, lamentou o presidente em publicação nas redes sociais.
