O Presidente de Portugal para os próximos cinco anos será o socialista moderado António José Seguro. O político venceu o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo (8) com ampla vantagem sobre o candidato de extrema-direita André Ventura. Desde já, pesquisas de boca de urna e resultados parciais confirmaram uma vitória expressiva, consolidando o nome de Seguro como a principal liderança institucional do país.
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Com quase 70% das urnas apuradas, António José Seguro, de 63 anos, alcançou cerca de 64% dos votos, enquanto Ventura ficou com 36%. Embora o adversário tenha sido derrotado, o resultado representa um avanço significativo em relação às últimas eleições legislativas, quando o partido Chega obteve 22,8% dos votos. Ainda assim, o desfecho confirma a preferência do eleitorado por uma alternativa política mais moderada.
Apesar das fortes tempestades que atingiram Portugal nos últimos dias, a participação eleitoral se manteve praticamente igual à do primeiro turno, realizado em 18 de janeiro. Além disso, apenas três municípios das regiões sul e central do país adiaram a votação por uma semana devido a inundações. Esse adiamento afetou cerca de 37 mil eleitores, o equivalente a 0,3% do total, e, como resultado, não teve impacto no resultado final.
Presidente de Portugal e o cenário político
Durante a campanha, António José Seguro se apresentou como representante de uma esquerda moderna e moderada. Segundo o próprio candidato, sua proposta é atuar como mediador político para evitar crises institucionais e, ao mesmo tempo, defender valores democráticos. Depois do primeiro turno, inclusive, recebeu apoio de lideranças conservadoras preocupadas com o crescimento do discurso populista e autoritário atribuído a Ventura.
Por outro lado, André Ventura, de 43 anos, ex-comentarista esportivo e líder do Chega, saiu fortalecido politicamente, mesmo com a derrota. Conforme analistas, o desempenho reflete o avanço da extrema-direita não apenas em Portugal, mas também em diversos países europeus. No ano passado, o Chega se tornou a segunda maior força no Parlamento, atrás apenas da aliança governamental de centro-direita.
A Presidência de Portugal tem caráter majoritariamente cerimonial, porém detém poderes relevantes, como a possibilidade de dissolver o Parlamento em situações específicas. Ventura defendia um papel mais intervencionista para o cargo, enquanto Seguro aposta em equilíbrio institucional e diálogo político.





















































