Saúde

Carnaval 2026: entenda os riscos da mistura de bebidas alcoólicas e medicamentos

Com a chegada do Carnaval, é comum o aumento no consumo de bebidas alcoólicas, mas o que muitos não sabem é que a mistura com medicamentos pode trazer sérios riscos à saúde. Especialistas alertam sobre os impactos dessa combinação, que pode variar de efeitos adversos imediatos, como sedação excessiva e desidratação, até o comprometimento a longo prazo do controle de sintomas em tratamentos psiquiátricos.

É importante entender que não há uma quantidade segura de ingestão de álcool quando se está fazendo uso de medicamentos. Isso porque casa organismo vai reagir de uma forma, a depender da dose de bebida e do medicamento utilizado. O consumo concomitante também pode sobrecarregar o fígado, já que a bebida e muitos dos medicamentos são metabolizados pelo órgão.

“Se a pessoa usa alguma medicação, ela deve conversar com os médicos ou médicas que prescreveram o medicamento para saber quais são os riscos específicos do uso junto ao álcool”, indica o médico emergencista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, Igor Padoim.

Em caso de remédios de uso contínuo, como os psiquiátricos, as consequências podem ser perigosas. O alerta é do psiquiatra Michel Haddad, que também atua no HSPE. O álcool pode reduzir a eficácia do tratamento, especialmente em casos de transtornos de humor e ansiedade, além de potencializar a sonolência e os riscos de quedas e acidentes.

“Quando isso acontece em pessoas que usam medicações psiquiátricas, cresce a chance de efeitos colaterais, quedas ou acidentes, descontrole de humor ou ansiedade e perda de percepção de risco”, comenta Haddad.

Os riscos para quem mistura medicações psiquiátricas com bebida alcoólica podem ser imediatos, com intoxicação, sedação excessiva, desorganização do sono, decisões arriscadas, crises de pânico e piora do humor. A longo prazo, há risco de piora dos sintomas das questões psiquiátricas, necessidades de ajuste de doses do remédio controlado e aumento do uso problemático do álcool.

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Canetas emagrecedoras e álcool: o que você precisa saber

Caneta emagrecedora | Freepik

Com a febre das canetas emagrecedoras, a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Karen de Marca, faz um alerta importante para quem usa a medicação e quer aproveitar o Carnaval.

Esses medicamentos, que alteram o apetite e a digestão, podem ter efeitos potencializados quando combinados com bebidas alcoólicas. “O álcool pode aumentar o risco de desidratação, de náusea, a pessoa passar mal, se sentir cansada, fadigada”, explicou a especialista em entrevista ao vivo para o News Primeira Edição.

Ela destaca que o álcool não corta o efeito da medicação, mas pode aumentar o risco de mal-estar, especialmente pela falta de hidratação. A ingestão de água e uma alimentação balanceada são fundamentais para mitigar esses riscos, afirma Karen.

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