O orçamento das famílias brasileiras ganha um alívio importante a partir desta semana. O governo federal inicia o repasse do valor referente ao auxílio gás, um suporte financeiro criado para ajudar no custeio de um item essencial em qualquer cozinha: o botijão de 13 quilos.
Esse benefício é pago a cada dois meses e corresponde ao valor médio nacional do botijão, garantindo que as famílias consigam preparar suas refeições sem comprometer outras necessidades básicas, como o aluguel ou a feira do mês. É uma ajuda que chega em boa hora para quem vive com a renda contada.
Para receber, o critério principal é estar com os dados atualizados no sistema de assistência social do governo. A prioridade é sempre para famílias com menor renda e aquelas que possuem entre seus membros beneficiários de auxílios de prestação continuada.
Como funciona o calendário de depósitos
A liberação do dinheiro não acontece toda de uma vez para todo mundo. O sistema segue a mesma lógica de outros benefícios sociais, utilizando o último dígito do Número de Identificação Social, o famoso NIS, para organizar as datas e evitar filas ou sobrecarga nos sistemas bancários.
Nesta primeira semana, os pagamentos começam para quem tem o NIS final 1, avançando gradualmente dia após dia. É importante que o beneficiário confira a sua data específica antes de tentar realizar o saque ou a movimentação pelo aplicativo.
Hoje em dia, a tecnologia facilita muito esse processo. O valor cai diretamente na conta digital e pode ser usado para pagar contas, fazer transferências ou até realizar compras em mercados usando apenas o celular, o que traz mais segurança e praticidade.
Quem tem direito a receber o benefício
Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quem realmente pode contar com esse dinheiro extra. A regra é clara: famílias inscritas no cadastro social com renda por pessoa de até meio salário mínimo têm o direito garantido, desde que o orçamento do programa suporte a inclusão.
Mulheres que foram vítimas de violência doméstica e que possuem medidas protetivas de urgência também recebem atenção prioritária na fila do benefício. É uma forma de garantir autonomia e suporte para quem está tentando reconstruir a vida em um momento difícil.
Diferente de outros auxílios, o valor do gás é integral, ou seja, ele cobre o preço cheio do produto. Isso evita que o cidadão precise completar o valor com o pouco dinheiro que sobra do salário ou de outras ajudas governamentais.
Dicas para manter o benefício ativo
O ponto mais importante para não perder o auxílio gás é manter as informações familiares sempre em dia. Qualquer mudança de endereço, nascimento de um filho ou alteração na renda da casa deve ser informada aos órgãos responsáveis na sua cidade.
Se os dados ficarem desatualizados por mais de dois anos, o pagamento pode ser bloqueado preventivamente. Por isso, dar aquela conferida no cadastro uma vez por ano é uma estratégia inteligente para evitar surpresas desagradáveis na hora que mais precisar.
Vale lembrar que o benefício é um direito e não requer o pagamento de nenhuma taxa para ser liberado. Desconfie sempre de mensagens pedindo senhas ou depósitos para “agilizar” o processo, pois o governo utiliza apenas canais oficiais e aplicativos próprios para essa comunicação.
