O início do ano sempre traz uma pergunta importante para quem recebe aposentadoria ou pensão: será que o 13º salário vai cair mais cedo na conta? Em 2026, a história se repete, e os sinais indicam que o governo federal deve manter a estratégia de antecipar o pagamento para o primeiro semestre, como vem acontecendo nos últimos anos.
Essa medida não é apenas uma ajuda para o bolso de quem contribuiu a vida toda, mas também uma forma de injetar bilhões de reais na economia brasileira. Quando os aposentados recebem esse valor extra antes do previsto, o consumo aumenta e diversos setores, como o varejo e serviços, ganham um impulso considerável.
Apesar de a confirmação oficial depender de um decreto da Presidência da República, o mercado financeiro e os especialistas em previdência já trabalham com a ideia de que o cronograma tradicional de fim de ano será deixado de lado. A intenção é dar fôlego financeiro às famílias logo após os gastos pesados de janeiro e fevereiro.
Para o segurado, essa antecipação funciona como um alívio. Muitos utilizam o recurso para organizar as contas, comprar medicamentos ou ajudar familiares. Como o dinheiro já faz parte do orçamento anual do governo, essa reorganização de datas não gera gastos extras para os cofres públicos, sendo apenas um ajuste de fluxo.
É fundamental que o beneficiário fique atento aos canais oficiais de comunicação para não cair em golpes ou notícias falsas. A consulta sobre valores e datas exatas é feita de forma simples e segura, sem que o cidadão precise sair de casa ou fornecer dados para desconhecidos por telefone.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS em 2026
O direito ao abono salarial não é para todos os segurados, por isso é bom conferir em qual grupo você se encaixa. Os principais beneficiados são os aposentados e pensionistas por morte. Além deles, quem recebeu auxílio-doença (incapacidade temporária), auxílio-acidente ou auxílio-reclusão durante o ano também tem direito ao valor proporcional.
As mulheres que receberam salário-maternidade em 2024 ou 2025 também recebem o 13º proporcional ao período do benefício. É uma regra que garante que qualquer pessoa que tenha recebido um pagamento previdenciário ao longo do ano base não fique sem a sua gratificação natalina.
No entanto, existe uma exceção importante que gera muitas dúvidas. Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) ou a Renda Mensal Vitalícia não tem direito ao 13º salário. Isso acontece porque esses são benefícios assistenciais e não previdenciários, ou seja, o beneficiário não contribuiu diretamente para o sistema, e a lei atual não prevê o pagamento do abono para esses casos.
Previsão do calendário e das parcelas
Se o governo seguir o padrão dos anos anteriores, a primeira parcela do 13º deve ser depositada junto com o benefício do mês de abril. Essa primeira parte corresponde a exatos 50% do valor total do abono, sem qualquer desconto de Imposto de Renda. É o valor “limpo” entrando na conta para o trabalhador.
A segunda parcela costuma vir logo em seguida, no mês de maio. É nesta etapa que são feitos os descontos legais para quem é obrigado a declarar Imposto de Renda. Por isso, é comum que o valor da segunda parcela seja um pouco menor do que o da primeira para uma parte dos aposentados.
Os pagamentos seguem o final do número do benefício (aquele dígito antes do traço). Primeiro recebem aqueles que ganham até um salário mínimo, e depois o grupo que recebe acima do piso nacional. Ter esse calendário em mente ajuda a evitar idas desnecessárias ao banco e permite um planejamento melhor das compras do mês.
Como consultar o valor e a data do seu benefício
A tecnologia facilitou muito a vida de quem precisa checar o extrato de pagamento. A maneira mais prática é pelo aplicativo ou portal Meu INSS. Com o login da conta Gov.br, você acessa a opção “Extrato de Pagamento” e consegue ver detalhadamente quanto vai receber e em qual dia o dinheiro estará disponível na sua conta bancária.
Outra opção é ligar para a Central 135. A ligação é gratuita de telefones fixos e funciona de segunda a sábado. Ao informar o CPF, o atendente consegue confirmar se o seu benefício já está com a antecipação programada. Essa é uma excelente alternativa para quem não tem tanta intimidade com aplicativos de celular.
Manter os dados cadastrais atualizados no sistema do INSS é o segredo para não ter problemas na hora do pagamento. Se você mudou de endereço ou trocou de número de telefone, faça a atualização pelo app. Isso evita que comunicados importantes se percam e garante que você receba seu dinheiro sem interrupções ou bloqueios de segurança.
