Moro critica desfile Lula após a apresentação da escola Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro. Logo depois do evento, o senador se manifestou nas redes sociais e classificou a homenagem ao presidente como um espetáculo que, segundo ele, exaltou a trajetória política sem abordar controvérsias envolvendo corrupção.
Na publicação, o senador Sergio Moro afirmou que o desfile representou um “deprimente espetáculo de abuso do poder”. Além disso, ele alegou que o enredo atacou adversários políticos e deixou de mencionar investigações que marcaram a Operação Lava Jato. Dessa forma, a crítica ganhou ampla repercussão entre apoiadores e opositores.
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Ao comentar a apresentação, Moro ironizou a homenagem e declarou que “faltou o carro da Odebrecht e do sítio de Atibaia”. Com isso, a fala remeteu a episódios investigados durante a Lava Jato e reacendeu o debate político nas redes sociais. Portanto, o senador reforçou críticas que setores da oposição já vinham apresentando antes do desfile.
O enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” narrou a trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, a apresentação percorreu desde a infância em Pernambuco até a chegada ao Palácio do Planalto. O próprio presidente acompanhou o desfile em um camarote na Marquês de Sapucaí, ao lado de aliados políticos.
A homenagem também gerou questionamentos judiciais. Partidos e parlamentares de oposição acionaram o Tribunal Superior Eleitoral e o Tribunal de Contas da União para tentar barrar o desfile ou contestar repasses públicos à escola. No entanto, as instituições negaram os pedidos apresentados.
A Justiça avaliou que impedir previamente a apresentação poderia caracterizar censura. Assim, o desfile permaneceu na avenida e ocorreu dentro da programação oficial do Carnaval carioca. Enquanto isso, o tema continuou a dividir opiniões no meio político e jurídico.
Além do debate político, a escola enfrentou outra polêmica após a saída do presidente Wallace Palhares de um cargo na Alerj. Mesmo assim, a agremiação fundada em 2018 conquistou projeção nacional ao estrear no Grupo Especial. Consequentemente, dividiu holofotes com escolas tradicionais como Mangueira, Portela e Salgueiro.






















































