O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (17) rumo à Ásia para fortalecer o comércio e parcerias estratégicas. O primeiro país a visitar será a Índia. Lula inclui na agenda reuniões bilaterais, com empresários e participação na Cúpula sobre os Impactos da Inteligência Artificial -evento que dá continuidade ao processo iniciado no Reino Unido em 2023. Depois, segue para a Coréia do Sul. Lula deve retornar em uma semana, até dia 24 de fevereiro.
De acordo com o Itamaraty, o contexto atual elevou o peso político da relação entre Brasil e Índia, vista pelo governo como uma parceria-chave entre grandes economias emergentes e um canal para reforçar a defesa do multilateralismo, da reforma do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
Agronegócio aparece como um dos eixos da aproximação
O Planalto pretende usar o peso político da visita presidencial para impulsionar negociações comerciais e industriais, ampliar o acordo de preferências tarifárias entre Mercosul e Índia e reforçar a presença brasileira em cadeias globais de valor ligadas a minerais críticos, tecnologia e alimentos.
O agronegócio aparece como um dos eixos da aproximação bilateral. A equipe brasileira trabalha para avançar em negociações de acesso a mercado, incluindo a possibilidade de estruturar cotas para exportação de feijão guandu e iniciar conversas sobre as tarifas indianas que hoje chegam a cerca de 100% para cortes de frango, barreira que praticamente impede a entrada do produto brasileiro no país asiático.
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