De acordo com a concessionária Zurich Airport Brasil, quatro voos na rota Natal/Buenos Aires (Aeroporto de Ezeiza) foram cancelados nesta quinta-feira (19). Os cancelamentos se devem a greve geral na Argentina, convocada nesta manhã pelos sindicatos trabalhistas contra a gestão do presidente Javier Milei e ao projeto de reforma trabalhista, aprovado pelo Senado na semana passada.
Os voos afetados pertencem as companhias JetSMART e GOL Linhas Aéreas, que tinham partidas previstas com destino à Buenos Aires. A Zurich Airport Brasil informa que os passageiros procurem diretamente as companhias aéreas.
A paralisação, que terá duração até a meia-noite, conta com a adesão de pelo menos 13 sindicatos, incluindo todos os sindicatos de transporte rodoviário, aeroviário e hidroviário, além de trabalhadores do setor público e do comércio. Não há trens, metrô nem voos, e a maioria dos táxis não está circulando no país.
Alguns sindicatos aderiram à greve na quarta-feira (18) e devem ficar parados por 48h. É o caso dos trabalhadores marítimos do país, representados pela Fesimaf, e o sindicato dos trabalhadores da indústria processadora de oleaginosas (SOEA) de San Lorenzo, município de Rosário.
O que prevê a reforma
Entre os principais pontos, o texto limita o direito de greve, impõe teto às indenizações por demissão, restringe benefícios relacionados a doenças crônicas, reduz a possibilidade de ações judiciais por dispensa, autoriza a divisão do período de férias e amplia a jornada diária para até 12 horas — ante as atuais oito.
Batizada pelo governo de “modernização trabalhista”, a proposta pretende reduzir custos para empregadores e diminuir o volume de processos por demissão sem justa causa. Também prevê incentivos fiscais para ampliar a formalização — atualmente, mais de 40% dos trabalhadores argentinos estão na informalidade, o equivalente a dois em cada cinco empregados.
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