Economia

Dicas para organizar as finanças e sair do vermelho de forma definitiva acabando com as dívidas

Com passos simples de planejamento e negociação de dívidas, é possível retomar o controle do bolso e dormir mais tranquilo.  

Viver com a corda no pescoço por causa de dívidas é uma situação que gera um estresse enorme em milhões de famílias. O sentimento de que o dinheiro acaba muito antes do mês terminar é comum, mas sair desse ciclo exige mais estratégia do que necessariamente um salário gigante.

O primeiro passo para mudar essa realidade é encarar os números de frente, sem medo de abrir as faturas do cartão ou o extrato do banco. Muita gente evita olhar o tamanho do problema, o que só faz com que os juros cresçam como uma bola de neve difícil de parar.

Organizar as finanças não significa viver uma vida de privações extremas, mas sim entender para onde cada centavo está indo. Muitas vezes, o ralo do orçamento está em pequenos gastos diários que, somados, representam uma parcela considerável do que você ganha.

A jornada para a liberdade financeira começa com a decisão de mudar hábitos e buscar conhecimento sobre como o dinheiro funciona. Com paciência e disciplina, é perfeitamente possível sair do vermelho e começar a construir um futuro mais estável para você e seus filhos.

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Não existe milagre, mas sim um método que, quando aplicado com consistência, transforma a bagunça financeira em uma estrutura sólida e previsível.

O mapa dos gastos: onde o seu dinheiro está sumindo

Para consertar o que está errado, você precisa de um mapa. Anote tudo o que você gasta durante um mês inteiro, desde o aluguel e as contas de luz até o cafezinho na padaria ou a assinatura de streaming que você quase não usa.

Divida esses gastos em dois grupos: os fixos (aquilo que não muda, como escola e condomínio) e os variáveis (lazer, compras por impulso e saídas para comer). É nessa segunda lista que você encontrará as maiores oportunidades de corte imediato sem sofrimento.

Ao visualizar os gastos, você terá clareza sobre o que é essencial e o que é apenas desejo momentâneo. Essa distinção é o que separa as pessoas que conseguem poupar daquelas que vivem sempre pedindo dinheiro emprestado ou entrando no cheque especial.

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Negociando dívidas com os pés no chão

Se você já tem dívidas acumuladas, especialmente no cartão de crédito ou cheque especial, a prioridade absoluta é negociar. Os juros dessas modalidades são os mais altos do mercado e podem triplicar o valor devido em poucos meses de atraso.

Procure a instituição financeira e mostre disposição para pagar, mas dentro da sua realidade. Muitas vezes, os bancos oferecem descontos generosos para quem decide quitar a dívida à vista ou parcelar de uma forma que caiba no orçamento mensal sem comprometer a comida na mesa.

Outra opção inteligente é trocar uma dívida cara por uma mais barata. Pegar um empréstimo consignado com juros baixos para quitar o cartão de crédito, por exemplo, pode reduzir drasticamente o valor final que você pagará, dando um fôlego extra para suas finanças.

A regra dos 50-30-20 para o equilíbrio mensal

Uma técnica muito eficaz usada por especialistas em finanças é a regra do 50-30-20. Ela ajuda a distribuir o seu salário de forma equilibrada: 50% para necessidades básicas, 30% para gastos pessoais e lazer, e 20% para o pagamento de dívidas ou investimentos.

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Seguir essa proporção ajuda a evitar que você gaste demais em uma área e acabe deixando outra descoberta. Claro que, para quem está muito endividado, esses percentuais podem variar no início, mas o objetivo final deve ser sempre chegar próximo a esse equilíbrio.

O segredo aqui é a constância. Mesmo que você consiga guardar apenas 10 ou 20 reais no começo, o hábito de poupar é mais importante do que o valor inicial. Ver o saldo da poupança crescer, em vez de diminuir, traz uma motivação extra para continuar no caminho certo.

Criando a sua reserva de emergência

A vida é cheia de imprevistos: o carro que quebra, um problema de saúde inesperado ou até uma demissão repentina. Sem uma reserva de emergência, qualquer susto desses empurra você de volta para o buraco das dívidas e do crédito caro.

O ideal é ter guardado o equivalente a, pelo menos, seis meses do seu custo de vida básico. Esse dinheiro deve ficar em um lugar de fácil acesso e baixo risco. Ele funciona como um seguro, permitindo que você resolva problemas sem precisar recorrer a empréstimos bancários.

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Construir essa reserva pode levar tempo, e está tudo bem. O importante é começar agora, cortando o supérfluo e destinando essa sobra para o seu “fundo de paz”. Ter esse dinheiro guardado muda completamente a forma como você encara o futuro e as oportunidades que surgem.

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