A cientista brasileira Tatiana Lobo Coelho Sampaio, de 59 anos, ganhou destaque nacional e internacional após liderar o desenvolvimento de um medicamento experimental voltado à recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular. A pesquisa conta com apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Medicamento experimental já apresentou resultados em pacientes
Em entrevista ao apresentador Danilo Gentili, no SBT, Tatiana Sampaio revelou que seis pacientes tetraplégicos já recuperaram movimentos após o uso da substância experimental.
Segundo a cientista, o medicamento chamado polilaminina é produzido em laboratório a partir da laminina, uma proteína natural encontrada no corpo humano.
“A polilaminina é um produto que a gente faz no laboratório a partir da laminina, que é uma proteína natural, encontrada na placenta da mãe. Os axônios e os neurônios andam por cima da laminina como se fosse uma pista. Na verdade, usar a laminina para regenerar esse tipo de lesão faz todo sentido. O que estamos fazendo é imitar a natureza”, explicou.
Como funciona a polilaminina
A laminina é uma proteína essencial para a estrutura celular e para a organização do sistema nervoso. Quando aplicada na área lesionada, a polilaminina atua como um suporte biológico que favorece a reorganização das conexões nervosas danificadas.
Dessa forma, o tratamento estimula a regeneração neural e pode permitir a recuperação parcial ou total de movimentos, dependendo do caso clínico.
Pesquisa desenvolvida ao longo de 20 anos
Tatiana Sampaio trabalha há cerca de duas décadas no estudo da regeneração neural. O projeto foi oficialmente apresentado ao mundo em setembro de 2025 e, desde então, tem buscado investimentos para ampliar os testes clínicos.
Avaliação da Anvisa e possibilidade no SUS
Atualmente, o medicamento está na primeira fase de avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o Ministério da Saúde autorizou o avanço das análises para possível integração futura ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Caso as próximas etapas confirmem os resultados iniciais, a descoberta pode representar um marco na medicina brasileira e trazer uma nova esperança para pacientes com lesão medular.





















































