Saúde

Anvisa investiga 65 mortes com canetas emagrecedoras

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária investiga 65 mortes registradas desde 2018 após o uso de canetas emagrecedoras indicadas para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Até o momento, a agência não confirmou relação direta entre os óbitos e os medicamentos. No entanto, o número acende alerta entre autoridades sanitárias e especialistas.

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Além disso, o banco de dados oficial contabilizou 2.436 notificações de possíveis efeitos colaterais ligados a essas medicações no mesmo período. Conforme a Anvisa, os registros incluem relatos de eventos adversos variados. Ainda assim, a apuração segue em andamento e depende de análises técnicas detalhadas.

Atualmente, diferentes marcas circulam no mercado, com princípios ativos distintos. Embora esses medicamentos sejam indicados principalmente para pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade, muitas pessoas passaram a utilizá-los para acelerar a perda de peso. Como resultado, a procura aumentou significativamente nos últimos anos.

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Canetas emagrecedoras e riscos em investigação

As canetas emagrecedoras atuam na via intestinal e ajudam a regular a glicose no sangue. Segundo a endocrinologista Cecília Coimbra, os medicamentos melhoram a captação de glicose e, além disso, retardam o esvaziamento gástrico. Dessa forma, aumentam a sensação de saciedade por mais tempo.

Entretanto, os 65 óbitos sob investigação envolvem relatos de possíveis casos de pancreatite associados ao uso das medicações. A Anvisa reforça que ainda não comprovou relação causal entre os medicamentos e as mortes. Por outro lado, especialistas alertam que o uso sem acompanhamento médico pode elevar o risco de complicações.

Nesta sexta-feira (20), a Anvisa determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro. A medida ocorreu após a fabricante identificar diferenças nas embalagens, como impressão borrada e erro no espaçamento da data de validade. Assim, a agência busca evitar que produtos irregulares cheguem aos pacientes.

Segundo a endocrinologista, a falsificação preocupa ainda mais do que os efeitos adversos conhecidos. Ela afirma que não existem versões genéricas dessas medicações até o momento. Portanto, qualquer produto anunciado como genérico deve levantar suspeita imediata.

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Atualmente, as farmácias vendem esses medicamentos apenas com retenção de receita médica. Além disso, países como Estados Unidos e nações europeias já adotam protocolos semelhantes para ampliar a segurança. Em suma, a recomendação é clara: o uso deve ocorrer exclusivamente com prescrição e acompanhamento profissional.

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