Muita gente nem imagina, mas existe uma montanha de dinheiro esquecida em contas bancárias por todo o país. São valores que ficaram para trás em contas correntes encerradas, consórcios terminados ou até tarifas cobradas indevidamente.
O processo para descobrir se você tem algum “presente” guardado é mais simples do que parece. Não é preciso contratar ninguém ou pagar taxas, já que o sistema oficial é gratuito e direto.
A maior parte desses valores pertence a pessoas físicas, mas empresas também podem ter quantias significativas paradas. Às vezes, uma conta que você usou há dez anos e esqueceu de zerar pode ter rendido um saldo interessante.
É importante ficar atento para não cair em golpes, pois muita gente tenta se aproveitar da curiosidade alheia. O acesso deve ser feito apenas pelos canais oficiais para garantir que seus dados fiquem seguros.
Verificar essa informação não toma mais do que cinco minutos do seu dia. Imagine só a surpresa de encontrar um dinheiro extra para ajudar nas contas do mês ou para aquele lazer de fim de semana.
O que são esses valores acumulados
Esses montantes surgem de diversas fontes que acabam caindo no esquecimento do correntista. O caso mais comum é o de contas poupança ou correntes que foram abandonadas com algum saldo residual.
Também existem as cotas de grupos de consórcio que não foram resgatadas após o encerramento do grupo. Muitas pessoas pagam as parcelas e, por algum motivo, não retiram o que sobrou no final do processo.
Outra fonte frequente são as sobras líquidas de cooperativas de crédito e devoluções de taxas de operações de empréstimos. São pequenos valores que, somados, formam uma quantia considerável no sistema financeiro nacional.
Como fazer a consulta de forma segura
Para saber se você tem algo a receber, basta ter em mãos o número do seu CPF e a data de nascimento. No caso de empresas, o CNPJ e a data de abertura do negócio são os dados necessários.
Ao acessar o sistema, o site informa imediatamente se existe algum valor disponível ou não. Se a resposta for positiva, o próximo passo é acessar a área restrita para ver o montante exato.
Para essa segunda etapa, costuma ser exigida uma conta oficial do governo com nível de segurança prata ou ouro. Isso garante que só o dono do dinheiro consiga solicitar a transferência para sua conta atual.
O que fazer se o dinheiro for de alguém que já morreu
Muitas famílias descobrem que parentes falecidos deixaram valores em bancos, e o resgate também é possível nesses casos. O procedimento exige um pouco mais de cuidado com a documentação para evitar fraudes.
O herdeiro ou inventariante precisa acessar o sistema e verificar a existência do saldo. Caso existam valores, é necessário apresentar documentos que comprovem o parentesco e o direito legal sobre a herança.
Geralmente, o banco solicita o alvará judicial ou a escritura pública de inventário para liberar o pagamento. É um direito da família que, muitas vezes, acaba se perdendo por falta de informação sobre esses saldos parados.
Cuidados essenciais para evitar fraudes e golpes
Com a popularidade dessas consultas, criminosos passaram a enviar mensagens por aplicativo e e-mail com links falsos. Eles prometem a liberação imediata do dinheiro em troca de uma “taxa de serviço” ou dos seus dados pessoais.
Lembre-se: ninguém entra em contato com você para oferecer esse resgate. A iniciativa de consultar deve ser sempre sua, e o governo nunca pede senhas ou dados de cartão por mensagem de texto.
Outro ponto fundamental é que não existe cobrança para realizar a transferência do valor esquecido. Se alguém pedir qualquer pagamento antecipado para liberar o seu dinheiro, desconfie na hora e bloqueie o contato.
Como receber o dinheiro na sua conta
Se você confirmou que tem saldo a receber, o pedido de transferência é feito dentro do próprio sistema. Você deverá indicar uma chave Pix para que o valor seja depositado diretamente na sua conta de preferência.
O prazo para o dinheiro cair na conta costuma ser de até 12 dias úteis após a solicitação. Algumas instituições são mais rápidas e fazem o pagamento em poucos dias, dependendo da agilidade do processamento interno.
Caso o banco não ofereça a opção de transferência via Pix pelo sistema, você precisará entrar em contato diretamente com a agência. Eles fornecerão as orientações necessárias para que você receba o que é seu por direito.
