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Conteúdo sexual indesejado atinge 19% no Instagram

Estudo revela exposição de adolescentes a conteúdos explícitos na rede social.

Pesquisa interna da Meta Platforms aponta que 19% dos adolescentes usuários do Instagram viram conteúdo sexual indesejado sem procurar. O dado refere-se a respostas coletadas em 2021 e integra um processo judicial em andamento na Califórnia, nos Estados Unidos.

Além disso, quase um em cada cinco jovens relatou contato com nudez ou imagens sensuais de forma não intencional. Ainda segundo o levantamento, 8% dos usuários entre 13 e 15 anos disseram que viram pessoas se machucando ou ameaçando fazer isso na plataforma.

Por isso, especialistas alertam que esse tipo de conteúdo pode afetar a saúde mental de menores. Dessa forma, a exposição frequente aumenta riscos de ansiedade, insegurança e distorções sobre o próprio corpo e relações sociais.

Processo judicial questiona impacto nas crianças

O processo envolve o depoimento de uma mulher que começou a usar redes sociais ainda criança, incluindo o YouTube. Segundo ela, as plataformas contribuíram para sua depressão e para pensamentos suicidas. No entanto, as empresas negam as acusações e afirmam que oferecem ferramentas de segurança para jovens.

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Enquanto isso, autoridades e organizações globais ampliam as críticas contra empresas de tecnologia. De acordo com líderes internacionais, os produtos incentivam o uso excessivo e agravam problemas de saúde mental entre adolescentes. Atualmente, milhares de processos federais e estaduais tramitam nos Estados Unidos com acusações semelhantes.

Debate sobre proteção de adolescentes nas redes

Com a divulgação dos dados, o debate sobre segurança digital de menores ganhou força. Assim, especialistas defendem regras mais rígidas de moderação e mais transparência sobre algoritmos. Além disso, eles cobram mecanismos que reduzam a exposição a conteúdo sensível.

Para pesquisadores, a responsabilidade deve ser compartilhada entre empresas, governos e famílias. Portanto, o avanço das redes sociais exige políticas claras para proteger crianças e adolescentes de conteúdos prejudiciais e não solicitados.

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