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Peixes-boi do projeto Cetáceos são transferidos para área de aclimatação, veja o vídeo

Foto: Ricardo Morais/Uern

O Projeto Cetáceos da Costa Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (PCCB-UERN) realizou nesta terça-feira (24) a translocação dos peixes-bois-marinhos fêmeas Fauna e Flora para o Recinto de Aclimatação de Peixes-boi, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão (RDSEPT), em Macau/RN. A ação integra as atividades do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia Potiguar (PMP-BP).

Fauna e Flora foram encontradas encalhadas no município de Porto do Mangue no Rio Grande do Norte, nas praias de Porto do Mangue e Praia do Rosado, respectivamente, no início de 2022. Flora foi resgatada no dia 10 de janeiro, com 120 centímetros de comprimento total e 32,05 quilogramas de peso e Fauna no dia 1º de fevereiro daquele ano, com 141 centímetros de comprimento total e 42 quilogramas de peso. Os nomes fazem referência à biodiversidade da região onde foram localizadas e seguem a tradição do projeto de associar os animais a elementos que representam o território.

Desde o resgate, as duas passaram por reabilitação no Centro de Reabilitação de Fauna Marinha do PCCB-UERN, em Areia Branca, onde receberam aleitamento artificial por 17 meses, gradativamente complementado por alimentação sólida balanceada e condizente com a espécie, sendo esta a sua dieta atual (alface, couve-folha, acelga, feijão-vagem, cenoura e beterraba) e itens naturais: capim-agulha (Halodule sp. e Ruppia maritima) e algas marinhas (Gracilaria sp. e Hypnea musciformis). Atualmente Fauna está com 48,3 meses de idade, 369,1 quilogramas de peso e 261,2 centímetros de comprimento total e Flora com 49 meses de idade, 344,5 quilogramas de peso e 256,2 centímetros de comprimento total.

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Ambas dividem a mesma piscina no processo de reabilitação e seguirão juntas para o recinto de aclimatação. O recinto, cuja obra foi concluída em abril de 2022, começou a receber animais em maio do mesmo ano e representa uma etapa intermediária entre a reabilitação e a soltura definitiva. No local, os peixes-boi permanecem de seis a doze meses em processo de adaptação às condições naturais do ambiente marinho, como variações de maré, salinidade e temperatura. Nos casos já concluídos, o período médio de aclimatação foi de um ano antes da soltura. Até o momento, o projeto já realizou a translocação de 12 peixes-boi para o recinto de aclimatação e efetuou a soltura de 7 animais, que retornaram ao ambiente natural após acompanhamento técnico.

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