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“Somos adultos, vamos conversar”, diz Flávio Bolsonaro sobre briga familiar

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (25) que pretende dialogar para superar o conflito público envolvendo o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, o senador minimizou a crise e disse que buscará entendimento.

“Somos adultos, vamos conversar”, declarou, ao ser questionado sobre o embate. “Eu vou conversar, vou procurar todo mundo, como sempre fiz, porque a gente tem um objetivo maior”, completou.

A tensão veio à tona após Eduardo Bolsonaro afirmar ao SBT News, na última sexta-feira (20), que Michelle e Nikolas não estariam prestando apoio suficiente à pré-candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. Ele também acusou os dois de estarem com “amnésia” em relação ao protagonismo político conquistado após a aliança com o ex-presidente.

No sábado (21), Nikolas rebateu as críticas e disse que Eduardo “não está bem”. “Discordo que eu tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que fui atacado injustamente”, afirmou. Após as declarações, Michelle publicou um stories no Instagram mostrando que preparava bananas para levar ao marido na prisão, em referência ao apelido pejorativo de Eduardo.

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Flávio disse que já conversou com o irmão e que ele se comprometeu a colaborar.

“As pessoas têm que se colocar no lugar do Eduardo. É um cara que está fora do país contra a sua vontade, teve o seu mandato cassado, suas contas estão bloqueadas”, afirmou.

Segundo ele, “essa não é uma disputa de vaidade. A gente tem uma missão, que é resgatar o Brasil”.

MP-RJ retoma investigação contra Carlos Bolsonaro

O senador também comentou a decisão do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) de retomar a investigação que envolve o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) e outras 25 pessoas por suspeitas de “rachadinha” na Câmara Municipal do Rio.

“Eu conversei com o advogado dele, falou que não sabe por que está acontecendo, já está arquivado, não tem nenhum fato novo”, disse Flávio.

A prática conhecida como “rachadinha” envolve a devolução de parte dos salários por servidores a parlamentares. O senador afirmou esperar que a retomada do caso não esteja ligada ao cenário eleitoral.

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“Eu espero que não seja um movimento político por causa da minha pré-candidatura”, declarou.

Ele criticou o que classificou como possível tentativa de pressão política.

“Algumas pessoas têm essa mania de botar a faca no pescoço dos outros e inventar crime onde não tem, achando que com isso vai ter uma moeda de troca”, afirmou.

Para Flávio, “não tem absolutamente nenhum fundamento legal jurídico que justifique isso ser reaberto”.

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