A Polícia Científica de Santa Catarina concluiu o laudo necroscópico do cão Orelha. Os peritos não encontraram fraturas ou lesões ósseas que indiquem ação humana, inclusive no crânio. Além disso, o laudo reforça que rumores sobre um prego cravado na cabeça do animal não têm fundamento.
Exumação permitiu nova análise
Os moradores e autoridades solicitaram a exumação do corpo após a repercussão do caso na Praia Brava, em Florianópolis. Dessa forma, a perícia pôde reavaliar os ossos do animal e confirmar a ausência de fraturas no crânio e em outros ossos.
Trauma ainda é possível
Apesar da ausência de fraturas, os peritos alertam que a hipótese de trauma ou agressão permanece aberta. A literatura veterinária indica que traumas cranianos em cães muitas vezes não provocam fraturas, mas podem causar morte por edema cerebral, inflamação e aumento da pressão intracraniana.
Limitações na análise de tecidos moles
A análise de tecidos moles, como cérebro e vasos sanguíneos, ficou prejudicada pelo intervalo entre o óbito e a exumação. Por isso, a perícia não pôde confirmar definitivamente a causa da morte. Entretanto, o exame ósseo mostrou que Orelha era idoso e apresentava patologias crônicas, sem relação direta com o episódio de janeiro.
Detalhes finais do laudo
O documento descreve Orelha como macho, de pelagem escura, idoso e com doenças preexistentes. A perícia confirmou a ausência de lesões compatíveis com ação humana direta. Contudo, os especialistas apontam que um trauma contundente poderia ter ocorrido sem deixar marcas no esqueleto.
Vida de Orelha e eutanásia
Orelha viveu cerca de dez anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado por moradores da região. Após desaparecer por dois dias, os moradores o encontraram em estado grave. Mesmo com resgate e atendimento veterinário, o cão precisou ser eutanasiado devido à gravidade do quadro e ao sofrimento intenso.






















































