Ataques contra o Irã marcaram a manhã deste sábado (28) após uma ofensiva coordenada entre Estados Unidos e Israel. As primeiras explosões ocorreram em Teerã, enquanto outras cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também registraram bombardeios.
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Segundo autoridades norte-americanas, a operação busca impedir que o regime iraniano avance no desenvolvimento de armas nucleares. Pelas redes sociais, o presidente Donald Trump afirmou que a ofensiva visa proteger a população dos Estados Unidos. Além disso, ele garantiu que o Irã não obterá uma bomba atômica.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou a ação como preventiva. Conforme declarou, a operação conjunta pretende neutralizar ameaças e criar condições para que o povo iraniano “tome seu destino nas próprias mãos”.
Ataques contra o Irã ocorrem após negociações
Os bombardeios aconteceram dois dias depois de representantes dos Estados Unidos e do Irã se reunirem em Genebra, na Suíça, para discutir o programa nuclear iraniano. Anteriormente, ambos os lados consideraram o encontro produtivo. Entretanto, ainda persistiam divergências sobre o alcance das restrições e o fim das sanções econômicas.
De acordo com as negociações, equipes técnicas se encontrariam em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica, para avançar em um possível novo acordo. No entanto, a ofensiva militar alterou o cenário diplomático e elevou a tensão internacional.
Comparações históricas e contexto
Segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a dimensão da frota enviada pelos Estados Unidos se assemelha à mobilizada na Operação Raposa do Deserto, realizada em 1998 contra o Iraque. Na ocasião, Washington ordenou bombardeios após impasses com inspetores da Organização das Nações Unidas.
Restringir a capacidade nuclear do Irã figura como prioridade da política externa norte-americana há décadas. Em 2015, por exemplo, o então presidente Barack Obama firmou um acordo que limitava atividades nucleares iranianas em troca de alívio nas sanções. Contudo, em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do pacto, alegando que os termos favoreciam excessivamente Teerã.
Desde então, o impasse se intensificou. O governo de Joe Biden tentou retomar o diálogo, mas não obteve êxito. Agora, em novo mandato, Trump reforça a pressão sobre o regime iraniano, que nega qualquer intenção militar em seu programa nuclear.
