Trump insta população iraniana a derrubar o regime do aiatolá após ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. A declaração foi feita neste sábado (28) pelo presidente norte-americano Donald Trump, que direcionou críticas diretas ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
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Segundo Trump, membros da Guarda Revolucionária Islâmica devem depor as armas ou enfrentar consequências severas. Além disso, ele afirmou que o povo iraniano teria uma “oportunidade única” de assumir o controle do próprio governo. No entanto, a declaração ocorre em meio a uma escalada de tensão após bombardeios contra Teerã.
Os ataques aconteceram dois dias depois de representantes iranianos se reunirem com autoridades norte-americanas na Suíça. Anteriormente, os dois lados classificaram o encontro como positivo e sinalizaram novas discussões técnicas em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica. Entretanto, o cenário mudou rapidamente.
Trump insta população e amplia tensão
Trump acusou o Irã de retomar ambições nucleares, embora Teerã negue qualquer tentativa de desenvolver arma atômica. Segundo o presidente, os Estados Unidos vão impedir que o país obtenha capacidade nuclear militar. Além disso, ele prometeu destruir mísseis e enfraquecer a indústria bélica iraniana.
Por outro lado, o governo iraniano sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos. Ainda assim, Washington mantém pressão diplomática e militar. Como resultado, o clima na região voltou a se deteriorar, aumentando o risco de novos confrontos.
Onda de protestos internos
Essa não é a primeira vez que Trump apoia movimentos contra o regime teocrático que governa o Irã desde 1979. Em janeiro, por exemplo, ele incentivou protestos populares contra o governo, mesmo diante de forte repressão. Na ocasião, milhares de manifestantes foram mortos ou presos, segundo relatos internacionais.
Além disso, Trump chegou a cancelar reuniões com autoridades iranianas enquanto denunciava a repressão. Agora, ao retomar o discurso de confronto, ele reforça a pressão política sobre Teerã.
