Uma notícia muito aguardada por milhões de brasileiros acaba de ser confirmada: o pagamento do 13º salário dos beneficiários do INSS será antecipado novamente. Essa medida, que vem sendo adotada nos últimos anos, tem o objetivo de movimentar a economia e dar um fôlego extra para quem depende do benefício para fechar as contas.
Para muitos aposentados e pensionistas, esse dinheiro chega em boa hora para quitar dívidas, reformar a casa ou até ajudar a família. A primeira parcela, que corresponde a metade do valor do abono, não sofre nenhum desconto de imposto, o que garante um valor maior logo de cara. Já a segunda parte, que vem no mês seguinte, traz as deduções previstas em lei para quem é tributado.
O anúncio oficial traz um alívio para quem estava na dúvida se o benefício voltaria a ser pago apenas no final do ano. Com a assinatura do decreto, o cronograma já está definido e segue o número final do cartão de benefício. É importante ficar de olho nas datas para não perder o dia exato de ir ao banco ou conferir o saldo no aplicativo.
Vale lembrar que essa antecipação injeta bilhões de reais no comércio e no setor de serviços em todo o país. Como o público do INSS é numeroso e está presente em todas as cidades brasileiras, o reflexo desse pagamento é sentido desde a pequena mercearia do bairro até as grandes redes varejistas.
Abaixo, detalhamos como vai funcionar essa divisão, quem entra na lista de pagamentos e o que você precisa fazer para garantir que o dinheiro caia na conta sem qualquer imprevisto.
Quem tem direito a receber o abono antecipado
Nem todo mundo que recebe algum valor do INSS tem direito ao 13º salário. O abono é destinado especificamente para quem recebe aposentadoria, pensão por morte, auxílio-reclusão ou auxílio-doença. Se você se enquadra em uma dessas categorias e recebeu o benefício ao longo do ano, pode contar com o valor extra na conta.
Por outro lado, quem recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada), voltado para idosos carentes e pessoas com deficiência, não tem direito ao décimo terceiro. Essa é uma dúvida muito comum, mas a lei atual não prevê o pagamento de abono anual para esse tipo de assistência social, que possui uma natureza diferente das aposentadorias tradicionais.
Para quem começou a receber o benefício depois de janeiro, o valor do 13º será calculado de forma proporcional ao tempo que você ficou recebendo o pagamento do INSS. Ou seja, se você se aposentou em março, receberá o equivalente aos meses restantes do ano, garantindo que ninguém fique de fora, mesmo que o benefício seja recente.
Datas de pagamento e como consultar o valor
O calendário do INSS é organizado de acordo com o valor do benefício. Primeiro, recebem as pessoas que ganham até um salário mínimo. Depois, é a vez de quem recebe acima do piso nacional. O número final do cartão de benefício (aquele que vem antes do traço) é o que define o dia exato em que o dinheiro estará disponível para saque.
A consulta pode ser feita de forma muito simples pelo aplicativo ou site “Meu INSS”. Basta fazer o login com a sua conta Gov.br e clicar na opção “Extrato de Pagamento”. Lá, você conseguirá ver o valor exato da parcela do mês somado ao valor da antecipação do décimo terceiro.
Para quem não tem acesso à internet, o número 135 continua sendo o canal oficial por telefone. É uma forma segura de tirar dúvidas e confirmar a data sem precisar sair de casa e enfrentar filas nas agências bancárias. Ter essas informações em mãos ajuda a evitar golpes e garante mais tranquilidade na hora de planejar o uso do dinheiro.
Diferença entre a primeira e a segunda parcela
Muita gente se surpreende ao ver que o valor da primeira parcela é maior do que o da segunda. Isso acontece porque a primeira parte do 13º salário é composta por 50% do valor bruto do benefício, sem nenhum tipo de desconto. É o dinheiro “limpo”, entregue integralmente para o segurado.
Já na segunda parcela, o INSS faz os descontos obrigatórios, como o Imposto de Renda, caso o beneficiário se enquadre na faixa de tributação. Por isso, se você perceber que o valor caiu um pouco na segunda rodada de pagamentos, não se assuste: é apenas a Receita Federal fazendo o acerto de contas anual.
Essa divisão em duas etapas é uma estratégia comum para evitar que o segurado gaste tudo de uma vez e também para diluir o gasto do governo ao longo de dois meses. Para o aposentado, é uma oportunidade de organizar o orçamento com mais calma, sabendo exatamente quanto terá disponível em cada período.
Dicas para usar o dinheiro extra com sabedoria
Com o dinheiro na mão, a tentação de gastar com itens supérfluos é grande, mas o momento pede cautela. O ideal é usar essa antecipação para resolver pendências financeiras que cobram juros altos, como o cheque especial ou a fatura do cartão de crédito. Limpar o nome e reduzir dívidas é o melhor investimento que se pode fazer com o abono.
Se as contas estão em dia, uma boa ideia é criar uma pequena reserva de emergência. Ter um valor guardado para imprevistos de saúde ou manutenção da casa traz uma paz de espírito que não tem preço. Além disso, aproveitar as promoções à vista pode gerar uma economia real no final do mês.
Por fim, cuidado redobrado com golpes financeiros nesta época. Criminosos costumam entrar em contato fingindo ser do INSS para pedir dados pessoais ou senhas sob o pretexto de “liberar o 13º”. O INSS nunca pede esse tipo de informação por telefone ou mensagem. Se o dinheiro está no calendário oficial, ele cairá automaticamente na sua conta bancária sem a necessidade de qualquer confirmação por links suspeitos.
