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Cozinheira processa Neymar por jornada excessiva de até 16h por dia em mansão

Foto: Reuters

Uma cozinheira processa Neymar Jr. na Justiça do Trabalho alegando jornada excessiva e condições de trabalho desgastantes na mansão do jogador, localizada em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. A ação tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). Segundo o processo, a trabalhadora atuava na residência do atleta do Santos e da Seleção Brasileira, chegando a trabalhar até 16 horas por dia.

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O jogador foi incluído no processo junto com uma empresa terceirizada, responsável pela contratação da profissional.

Jornada acima do previsto

De acordo com os documentos apresentados à Justiça, a cozinheira trabalhou entre julho do ano passado e fevereiro deste ano na residência principal do atleta, conhecida como Casa Hotel Portobello, além de atuar também no Condomínio Portobello, ao lado da propriedade.

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O contrato previa expediente das 7h às 17h de segunda a quinta-feira e das 7h às 16h às sextas-feiras. No entanto, a trabalhadora afirma que a jornada raramente era cumprida nesses moldes.

Segundo a ação, ela permanecia trabalhando por mais tempo, chegando a ultrapassar 14 horas de trabalho por dia, com registros de expediente até 23h e meia-noite em algumas ocasiões.

A cozinheira afirma ainda que precisava preparar refeições para até 150 pessoas diariamente, incluindo café da manhã, almoço e jantar para o jogador e convidados.

Esforço físico intenso

No processo, a defesa da profissional afirma que o trabalho exigia esforço físico constante. Entre as atividades citadas estão o transporte de peças de carne com cerca de 10 quilos, além do controle de geladeiras e o carregamento de compras do supermercado.

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A trabalhadora também relata que permanecia longos períodos em pé durante a jornada.

Segundo a cozinheira, o esforço físico teria provocado problemas na coluna e inflamação no quadril, o que motivou a realização de consultas e exames médicos. Por causa das lesões, ela pede ainda pensão ao jogador.

Salário e horas extras

Embora tivesse salário registrado de cerca de R$ 4 mil, a cozinheira afirma que recebia em média R$ 7,5 mil mensais após o pagamento de horas extras e adicionais.

Ela também afirma que, apesar de ter sido contratada para trabalhar apenas durante a semana, era frequentemente chamada para trabalhar aos fins de semana, principalmente aos domingos.

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Além disso, a defesa alega que a funcionária não usufruía regularmente do intervalo para descanso, mesmo registrando o ponto referente ao período de pausa.

De acordo com o artigo 71 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), trabalhadores com jornada superior a seis horas devem ter intervalo mínimo de uma hora para descanso ou alimentação.

Valor pedido na ação

Na ação trabalhista, a cozinheira pede R$ 262 mil em indenizações. O valor inclui:

  • verbas rescisórias

  • pagamento de horas extras

  • FGTS e multa

  • indenização por danos morais

  • despesas médicas

  • pensão devido às lesões alegadas

Procurada pela imprensa, a assessoria de Neymar Jr. informou que não irá se manifestar sobre o caso.

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