A Operação Terceiro Eixo voltou a mobilizar forças de segurança no Rio Grande do Norte. A Polícia Civil deflagrou, na manhã da sexta-feira (6), a segunda fase da investigação que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas. Durante a ação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços no bairro Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal.
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Segundo as investigações, os alvos da nova etapa são um advogado e um contador. De acordo com a Polícia Civil, ambos são investigados por supostamente prestar suporte técnico e consultoria à empresa apontada como fachada do grupo criminoso. Além disso, os investigadores apuram se os serviços prestados ajudaram a manter a estrutura empresarial usada para dar aparência de legalidade às atividades ilícitas.
Anteriormente, a primeira fase da operação ocorreu no final de dezembro de 2025. Na ocasião, uma ação conjunta da Polícia Civil e da Receita Federal resultou na apreensão de mais de 111 quilos de cocaína. A droga estava escondida dentro de estruturas de pedras ornamentais em uma marmoraria localizada no Distrito Industrial de Emaús, em Parnamirim.
Operação Terceiro Eixo investiga estrutura do tráfico
Conforme a investigação, a empresa investigada funcionava como ponto estratégico para a logística do tráfico interestadual. Além disso, o local servia para ocultar grandes quantidades de entorpecentes provenientes de rotas utilizadas por organizações criminosas.
Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram indícios de que profissionais responsáveis por assessoria contábil e jurídica teriam atuado na manutenção da estrutura empresarial do grupo. Segundo a Polícia Civil, esses serviços poderiam ter permitido a continuidade das atividades ilegais, especialmente por meio da gestão financeira e administrativa da empresa.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam documentos, mídias digitais e equipamentos eletrônicos. Em seguida, todo o material foi encaminhado para análise técnica. Dessa forma, os investigadores pretendem rastrear movimentações financeiras suspeitas e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.
Além disso, a operação contou com o apoio da Polícia Científica do Rio Grande do Norte e também da Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB/RN). Segundo as autoridades, a participação institucional garante transparência e acompanhamento legal das diligências.
Finalmente, a investigação segue em andamento. A Polícia Civil busca identificar novos envolvidos e aprofundar a análise da estrutura financeira do grupo criminoso. Como resultado, os suspeitos podem responder por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
