Os preços do petróleo voltaram a disparar nesta quinta-feira (12) e superaram a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pela escalada do conflito no Oriente Médio, que já dura 13 dias e tem sido marcado por ataques a alvos de energia na região do Golfo.
O barril do Brent, referência global, fechou em alta de 9,21%, a US$ 100,46 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. É a primeira vez desde agosto de 2022, ano em que a Ucrânia foi atacada pela Rússia, que a cotação fecha acima dos US$ 100. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 9,72%, chegando a US$ 95,73 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
No início da semana, a cotação do Brent chegou próxima dos US$ 120, mas os preços desaceleraram com declarações que davam a entender que a guerra não duraria muito tempo. A cotação foi de alta extrema a uma queda acentuada no mesmo dia e o barril fechou distante dos US$ 100 na ocasião.
A alta desta quinta ocorre um dia após o anúncio de liberação de petróleo das reservas estratégicas globais. Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) decidiram nesta quarta-feira, 11, liberar 400 milhões de barris no mercado internacional, em uma tentativa de conter os temores de escassez de oferta da commodity.
A volatilidade dos preços reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções prolongadas no fornecimento global de petróleo. Segundo relatório divulgado pela IEA nesta quinta-feira, 12, a crise já provoca a maior interrupção de oferta registrada no mercado global, afetando cerca de 7,5% do suprimento mundial da commodity.
Mesmo assim, investidores seguem atentos à situação no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto da produção diária de petróleo do mundo. Após ataques iranianos a embarcações na região, o tráfego marítimo foi praticamente interrompido.
Considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de energia, o estreito concentra aproximadamente 20% do petróleo consumido no planeta, o que faz com que qualquer ameaça à navegação tenha impacto imediato nos preços da commodity.






















































