O preço do diesel vendido às distribuidoras pela Petrobras passou por reajuste de R$ 0,38 e começou a valer neste sábado (14). A estatal anunciou o aumento na sexta-feira (13), destacando que o valor médio do litro nas refinarias agora chega a aproximadamente R$ 3,65.
Leia também:
Privatização da BR pressiona preço da gasolina
Segundo a empresa, o reajuste representa alta de cerca de 11,6%. No entanto, o impacto para o consumidor final pode ser menor, pois o Governo Federal do Brasil adotou medidas para reduzir o custo do combustível nas bombas.
Além disso, este foi o primeiro reajuste aplicado ao diesel desde maio de 2025. Desde então, o valor vinha sendo mantido estável nas refinarias. Agora, entretanto, a Petrobras afirma que o novo preço acompanha as condições do mercado internacional e as oscilações do setor de energia.
Por outro lado, especialistas apontam que o repasse do reajuste ao consumidor pode variar. Isso ocorre porque distribuidoras e postos de combustíveis definem os valores finais conforme custos operacionais e margens comerciais.
Preço do diesel e medidas do governo
Para conter o impacto do aumento no preço do diesel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas tributárias e econômicas. Primeiramente, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização do combustível.
Além disso, a equipe econômica anunciou um programa de subvenção com limite de R$ 10 bilhões. Segundo cálculos oficiais, essas iniciativas podem reduzir o preço do diesel em cerca de R$ 0,64 por litro.
Assim, mesmo com o reajuste aplicado pela Petrobras, a tendência inicial indica queda média de aproximadamente R$ 0,26 no valor final nas bombas. Contudo, esse cenário depende de fatores adicionais, como custos logísticos e decisões de distribuidoras privadas.
Além disso, o governo justificou as medidas como forma de amenizar impactos econômicos provocados por tensões internacionais no mercado de energia, incluindo efeitos indiretos da guerra no Irã.
Analistas destacam que o diesel exerce forte influência sobre a economia brasileira. Isso ocorre porque o combustível abastece caminhões, ônibus e parte significativa do transporte de mercadorias no país.
