Caminhoneiros do Rio Grande do Norte devem iniciar uma paralisação a partir desta quinta-feira (19). O movimento foi confirmado pelo presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do estado, Valdir Pereira. A mobilização já registra adesão em outros estados, como o Paraná, e pode se expandir para todo o país.
Segundo a categoria, o principal motivo é o aumento no preço dos combustíveis, que tem impactado diretamente os custos do transporte.
Custos altos inviabilizam atividade
De acordo com Valdir Pereira, o cenário atual dificulta a continuidade do trabalho.
“Hoje um rodotrem pode gastar cerca de R$ 50 mil só de combustível em uma viagem entre Natal e São Paulo. Quando somamos alimentação, pedágios e manutenção, fica difícil fechar a conta”, afirmou.
Ele destacou ainda que, diferente de 2018, quando a paralisação buscava melhores condições, agora o problema é a falta de viabilidade para trabalhar.
Paralisação deve afetar abastecimento
A orientação é que o transporte de cargas seja interrompido, embora não haja previsão de bloqueio de rodovias.
Segundo o representante, a paralisação pode impactar diretamente o abastecimento e provocar aumento nos preços de produtos, incluindo itens da cesta básica.
“Se o caminhoneiro parar, toda a cadeia é afetada”, alertou.
Mobilização deve crescer ao longo do dia
A expectativa é que novos pontos de paralisação sejam definidos ao longo desta quinta-feira, conforme articulação nacional da categoria. Apesar do movimento, os caminhoneiros afirmam que a mobilização deve ocorrer de forma organizada, respeitando o direito de ir e vir da população.
