A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira (20), a “Operação Última Ceia”, com o objetivo de combater crimes de extorsão, usura (agiotagem) e associação criminosa. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. Entre os alvos estão um empresário e um policial militar.
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Prisões ocorreram na Grande Natal
As prisões foram realizadas nos municípios de São José de Mipibu, na Região Metropolitana, e em Lagoa Nova, na Zona Sul da capital. A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e mobilizou cerca de 70 policiais civis.
Grupo é suspeito de cobrança violenta de dívidas
De acordo com as investigações, o grupo atuava na cobrança violenta de dívidas oriundas de empréstimos informais. As vítimas eram pressionadas a pagar valores com juros abusivos e até quantias adicionais, supostamente relacionadas a prejuízos financeiros decorrentes da Operação Amicis.
A ação anterior, realizada em junho de 2025, investigou um esquema milionário envolvendo empresários, influenciadores e contadores.
Ameaças e monitoramento de vítimas
Segundo o inquérito, a atuação do grupo evoluiu para um cenário de terror psicológico contínuo. As vítimas passaram a ser monitoradas em suas rotinas, incluindo informações sobre deslocamentos de familiares, como crianças e adolescentes.
Também foram registradas rondas frequentes nas residências e até bilhetes com ameaças deixados para intimidar os alvos.
Dinheiro e veículos foram apreendidos
Durante a operação, agentes apreenderam dinheiro em espécie e moeda estrangeira em endereços ligados ao empresário investigado. Foram encontrados cerca de 7.535 dólares, 700 euros e R$ 12,7 mil, totalizando aproximadamente R$ 55,7 mil. Além disso, cinco veículos foram apreendidos, incluindo um automóvel utilizado nas ações de intimidação.
PM investigado tem histórico criminal
Um dos presos é sargento da Polícia Militar e já havia sido detido anteriormente durante a Operação Caronte, por suspeita de envolvimento em grupo de extermínio e homicídios.
Ele também possui registro de prisão por peculato. Na ação desta sexta-feira, foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
O nome “Última Ceia” faz referência a um elemento identificado durante as investigações.
Segundo a polícia, um dos investigados se autointitulava “escolhido de Jesus” e chegou a invadir a casa de uma vítima, sendo encontrado sentado à mesa durante o café da manhã, sem autorização.






















































