Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Economia

Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobrás

Placa da Petrobras na rua
Foto: Reprodução

A guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz colocam em evidência um problema estratégico: o risco energético Brasil. A avaliação é do ex-presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que alerta para a vulnerabilidade do país diante de crises internacionais no setor de petróleo e gás.

Leia também:
Aneel mantém bandeira verde e conta de luz sem taxa extra em abril

Além disso, o cenário atual representa um novo choque do petróleo, comparável aos episódios históricos de 1973 e 1979. Dessa forma, a instabilidade global tende a provocar mudanças estruturais no mercado energético. Como resultado, países produtores como Brasil, Canadá e Guiana devem ganhar mais espaço na oferta internacional, especialmente para China e Índia.

Risco energético Brasil preocupa especialistas

No entanto, o Brasil enfrenta um obstáculo relevante. Embora aumente a produção de petróleo, o país ainda depende da importação de derivados, principalmente diesel. Segundo Gabrielli, essa limitação reforça o risco energético Brasil, já que o refino nacional não atende plenamente a demanda interna.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Por outro lado, o especialista destaca que o país interrompeu projetos importantes de refinarias após a Operação Lava Jato. Anteriormente, havia planos para ampliar a capacidade nacional, mas apenas uma refinaria foi concluída. Assim, o Brasil ficou mais exposto às oscilações do mercado internacional.

Além disso, o papel das importadoras de combustíveis também gera debate. Conforme Gabrielli, essas empresas atuam de forma oportunista, importando apenas quando os preços externos estão mais baixos. Dessa maneira, o consumidor brasileiro pode sentir os impactos diretos da volatilidade global.

Enquanto isso, a guerra também altera a geopolítica do petróleo. O Irã, por exemplo, passa a controlar o fluxo no Estreito de Ormuz, influenciando preços e rotas comerciais. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos intensificam sua atuação no mercado internacional, buscando ampliar influência sobre a distribuição global de energia.

O especialista afirma que a transição energética segue em curso, mas ainda depende dos combustíveis fósseis no curto prazo. Embora o hidrogênio verde surja como alternativa promissora, sua consolidação exige investimentos e políticas públicas consistentes.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Notícias relacionadas

Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou, nesta sexta-feira (27), a manutenção da bandeira tarifária verde durante todo o mês de abril. Com a...

Economia

O Governo do Rio Grande do Norte decidiu aderir à proposta do Governo Federal do Brasil que prevê a subvenção de R$ 1,20 por...

Rio Grande do Norte

A governadora Fátima Bezerra recebeu, nesta quinta-feira (26), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que anunciou a renovação da licença de operação para perfurar...

Economia

Cerca de 200 produtos eletrônicos e de informática que tiveram o Imposto de Importação elevado em fevereiro terão a alíquota zerada por quatro meses....

Publicidade

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.

X
AO VIVO