O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está recrutando voluntários para uma pesquisa que investiga a relação entre Disfunção Temporomandibular (DTM) e zumbido — condições que podem comprometer significativamente a qualidade de vida.
O estudo é desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFRN, sob orientação da professora Karyna Figueiredo Ribeiro, em parceria com o ambulatório especializado em zumbido do setor de Otorrinolaringologia do Huol, coordenado pela professora Lidiane Ferreira.
DTM afeta cerca de 30% da população
Segundo a pesquisadora, a motivação do estudo está na alta prevalência da DTM, que afeta cerca de 30% da população, especialmente adultos em idade produtiva.
Além de dor na mandíbula, nas têmporas e na região do ouvido, a condição pode estar associada a dor de cabeça, desconforto cervical e zumbido, considerado um dos sintomas mais incapacitantes.
“Aproximadamente 75% das pessoas com DTM relatam sintomas otológicos, como sensação de ouvido tampado, dificuldade auditiva, tontura ou zumbido. Entre eles, o zumbido tende a ter maior impacto na vida dos pacientes”, explica Karyna Figueiredo Ribeiro.
Relação entre mandíbula e audição
A associação entre DTM e zumbido está ligada a conexões anatômicas e neurofisiológicas entre a mandíbula e o sistema auditivo. Estudos indicam que pessoas com DTM podem ter até oito vezes mais chances de apresentar zumbido em comparação com a população geral.
Um dos focos da pesquisa é o zumbido somatossensorial, tipo que pode ser modulado por estímulos musculares da cabeça e do pescoço, alterando intensidade, frequência ou localização do som percebido.
Além do desconforto físico, o zumbido também está associado a estresse, ansiedade, depressão, distúrbios do sono e dificuldade de concentração. Quando ocorre junto à DTM crônica, o quadro pode se tornar mais complexo.
Como funciona a pesquisa
Os participantes passarão por duas avaliações clínicas, com cerca de uma hora cada, realizadas no Huol ou no Departamento de Fisioterapia da UFRN.
No primeiro encontro, serão analisados o tipo e a gravidade da DTM, além da aplicação de questionários sobre dor, zumbido e qualidade de vida. No segundo, será feita uma avaliação física detalhada do zumbido, com foco em possíveis influências musculoesqueléticas.
Os voluntários também receberão orientações práticas para o controle dos sintomas, incluindo manejo da dor, estratégias para reduzir a percepção do zumbido e exercícios personalizados.
Como participar
A pesquisa é conduzida pela fisioterapeuta Amanda Matias, mestranda do programa, e segue até o dia 30 de abril.
Podem participar pessoas entre 18 e 65 anos que apresentem:
- Dor na mandíbula, ouvido ou têmporas há mais de três meses
- Presença de zumbido
- Não estar em tratamento medicamentoso ou fisioterapêutico para dores na cabeça ou pescoço
Entre os benefícios estão avaliação fisioterapêutica gratuita, orientações individualizadas e possível encaminhamento para continuidade do tratamento.
Os resultados do estudo podem contribuir para aprimorar o diagnóstico e o tratamento da DTM e do zumbido.
Interessados podem se inscrever pelo formulário:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSffAKxUGCFCM1u2_FLtFC5t13nokbvFNGeedYDWVnZOPAZ3Vg/viewform






















































