Brasil

Adicional de periculosidade para motociclistas começa a valer e garante 30% extra no salário

Número de pacientes atendidos no Hospital Walfredo Gurgel vítimas de acidentes de moto caiu 7,5%

O adicional de periculosidade para motociclistas com carteira assinada passou a valer nesta sexta-feira (3) em todo o país. A medida foi estabelecida por portaria do Ministério do Trabalho e Emprego e garante um acréscimo de 30% sobre o salário-base dos trabalhadores que utilizam motocicleta de forma habitual em vias públicas.

Leia também:
Aposentados e pensionistas do INSS recebem pagamento extra fora do calendário tradicional

De acordo com a nova regra, o benefício se aplica a profissionais celetistas que dependem da motocicleta para exercer suas funções. Além disso, a legislação detalha critérios específicos para caracterizar a atividade como perigosa. Dessa forma, o objetivo é padronizar a concessão do adicional e reduzir dúvidas jurídicas.

No entanto, a portaria também estabelece exceções. Por exemplo, não terão direito ao adicional trabalhadores que utilizam a moto apenas no trajeto entre casa e trabalho. Da mesma forma, ficam de fora aqueles que utilizam o veículo de forma eventual ou em áreas privadas.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.
Adicional de periculosidade amplia direitos

O adicional de periculosidade impacta diretamente a remuneração dos trabalhadores. Segundo especialistas, o valor extra não se limita ao salário mensal. Além disso, ele influencia o cálculo de férias, 13º salário, FGTS, horas extras e até indenizações rescisórias.

Conforme explica a advogada Juliana Mendonça, o pagamento do benefício também eleva os custos das empresas. Por outro lado, a medida fortalece a proteção ao trabalhador que enfrenta riscos diários no trânsito.

Além disso, a portaria determina que laudos técnicos de periculosidade devem ficar disponíveis para consulta. Assim, trabalhadores, sindicatos e auditores fiscais poderão verificar as condições de trabalho. Como resultado, a transparência tende a aumentar no ambiente corporativo.

Empresas que descumprirem a regra podem sofrer penalidades. Entre elas, estão multas e ações trabalhistas. Além disso, a legislação prevê o pagamento retroativo das diferenças salariais dos últimos cinco anos, com juros e correção monetária.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Segundo o governo, a nova regulamentação resulta de diálogo entre empregadores, trabalhadores e o poder público. Em suma, o objetivo é garantir segurança jurídica e reduzir conflitos na Justiça do Trabalho.

Notícias relacionadas

Política

Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos iniciaram nesta terça-feira (19) uma rodada de negociações para discutir barreiras tarifárias e temas ligados...

Brasil

O apoio popular ao fim da escala 6×1 apresentou queda nas últimas semanas, segundo levantamentos de institutos de pesquisa e monitoramentos digitais. Os números...

Brasil

A Estrela entrou com pedido de recuperação judicial e informou que a medida faz parte de um processo de reorganização financeira do grupo. O...

Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (19), em São Paulo, a medida provisória que cria o Move Aplicativos, iniciativa que...

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.

Sair da versão mobile