A paralisação do sistema intermunicipal de transportes em todo o estado levou o Governo do Rio Grande do Norte a se pronunciar oficialmente sobre a crise no setor. A interrupção do serviço surpreendeu passageiros e afetou a circulação em diversas regiões.
Por meio de nota, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN) informou que o Estado mantém, desde 2020, a isenção do ICMS sobre o diesel para empresas operadoras do transporte público intermunicipal e urbano de Natal. Segundo o órgão, o benefício já representa cerca de R$ 80 milhões em renúncia fiscal e segue garantido até o fim de 2026.
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Paralisação dos transportes e medidas do Governo
De acordo com a nota oficial, a política de isenção do imposto foi adotada para reduzir os custos operacionais das empresas. Além disso, o Governo do Estado destacou que autorizou reajustes tarifários no transporte intermunicipal nos últimos três anos.
Por outro lado, o Executivo estadual também informou que aderiu à proposta do Governo Federal de subsídio ao diesel importado. Assim, a medida busca amenizar os impactos da alta do combustível, agravada por fatores externos, como conflitos internacionais.
No entanto, mesmo com essas ações, o sistema entrou em colapso nesta segunda-feira. A paralisação foi motivada por uma decisão do Sindicato dos Rodoviários (Sintro/RN), após atrasos no pagamento de salários.
Impactos da paralisação no estado
Enquanto isso, empresas do setor alegam dificuldades financeiras para manter as operações. Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR), o aumento recente no preço do diesel agravou a situação.
De acordo com a entidade, o combustível teve alta média de R$ 1 por litro no último mês. Como resultado, empresas que consomem cerca de 200 mil litros mensais passaram a ter um aumento de aproximadamente R$ 200 mil nos custos operacionais.
Além disso, a FETRONOR afirmou que foi surpreendida pela paralisação e reforçou a necessidade de medidas urgentes por parte do poder público. A entidade também destacou que o setor enfrenta desequilíbrio financeiro e defendeu ações que garantam a continuidade do serviço.
Passageiros afetados e falta de previsão
Com a paralisação, ônibus começaram a ser recolhidos às garagens ao longo da manhã. Dessa forma, a circulação foi reduzida gradativamente, deixando passageiros sem transporte e sem previsão de normalização.
Ao mesmo tempo, o movimento atingiu tanto linhas da Região Metropolitana quanto rotas de longa distância. Assim, trabalhadores e estudantes precisaram buscar alternativas para se deslocar.
Por fim, não há previsão oficial para o retorno das atividades. Em suma, a expectativa é que ocorram negociações entre rodoviários, empresas e o Governo do Estado para tentar restabelecer o funcionamento do sistema.






















































