As Negociações entre EUA e Irã tiveram início neste sábado (11), em meio a um cenário de tensão no Oriente Médio. Representantes dos dois países chegaram à capital do Paquistão para tentar avançar em um acordo de paz após mais de 40 dias de conflito.
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As delegações participaram de reuniões separadas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif, responsável por mediar as tratativas iniciais. Enquanto isso, o grupo dos Estados Unidos foi liderado pelo vice-presidente J.D. Vance, acompanhado de enviados especiais. Por outro lado, a comitiva iraniana contou com Mohammad Baqer Qalibaf e o chanceler Abbas Araqchi.
Negociações ainda dependem de condições
Apesar da presença das delegações em Islamabad, uma reunião direta entre os dois países ainda não está confirmada. Isso porque o Irã estabeleceu condições para participar das negociações formais. Segundo informações da imprensa iraniana, essas exigências serão apresentadas aos Estados Unidos por meio do governo paquistanês.
Além disso, o Irã cobra o cumprimento de compromissos prévios, como o desbloqueio de ativos financeiros e a implementação de um cessar-fogo no Líbano. No entanto, os Estados Unidos e Israel negam que essas condições façam parte de qualquer acordo já firmado. Dessa forma, o avanço das tratativas depende da resposta americana às exigências iranianas.
Logo, o primeiro-ministro do Paquistão deverá voltar a se reunir com a delegação iraniana. Assim, caso haja consenso inicial, um cronograma de negociações poderá ser definido. Enquanto isso, o cenário segue marcado por incertezas e cautela diplomática.
Além do contexto atual, o encontro tem relevância histórica. Conforme analistas, trata-se do contato de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979. Ainda mais, se houver reuniões presenciais diretas, será o primeiro diálogo desse tipo desde o acordo nuclear de 2015.
