As eleições no Peru mobilizam milhões de eleitores neste domingo (12), em meio a um cenário de forte insatisfação com a classe política. O pleito ocorre após uma década marcada por instabilidade institucional, escândalos de corrupção e aumento da criminalidade.
Leia também:Pesquisa Datafolha: Lula empata no 2º turno com Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema dentro da margem de erro.
Os peruanos vão às urnas com a expectativa de encerrar um ciclo de turbulência. Nos últimos anos, o país enfrentou sucessivas trocas de presidentes, o que impediu a consolidação de governos estáveis. Como resultado, a confiança da população nas instituições políticas caiu significativamente.
Eleições no Peru refletem crise de representatividade
De acordo com pesquisas recentes, a candidata Keiko Fujimori lidera as intenções de voto com cerca de 13%. Em seguida, aparece o ex-prefeito de Lima, Ricardo Belmont, com aproximadamente 10%. Além disso, outros candidatos como Álvarez, Sánchez e López Aliaga também figuram na disputa, embora com percentuais menores.
Segundo o presidente executivo da Ipsos no Peru, Alfredo Torres, Fujimori já teria uma vaga praticamente garantida no segundo turno. No entanto, a definição do adversário segue incerta. Por outro lado, analistas apontam Belmont como o nome com maior probabilidade de avançar.
Embora as pesquisas indiquem tendências, especialistas alertam para possíveis surpresas. O analista político Hernán Chaparro destacou que o eleitorado demonstra forte frustração com os políticos tradicionais. Dessa forma, o ambiente favorece mudanças inesperadas no resultado final.
Além disso, Chaparro afirmou que a crise de representatividade no Peru não é recente. Segundo ele, o país enfrenta problemas estruturais há décadas, o que dificulta soluções rápidas. Em contraste, mesmo com a eleição, a fragmentação política deve persistir.





















































