Os consumidores do Rio Grande do Norte só vão sentir o aumento na conta de luz a partir de maio, embora o reajuste tenha entrado em vigor nesta quarta-feira (22).
A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu as novas tarifas, que passam a valer para os mais de 1,6 milhão de clientes atendidos pela Neoenergia Cosern. No entanto, como o faturamento segue ciclos mensais, o impacto aparece apenas nas próximas faturas.
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Reajuste médio chega a 5,4%
A Aneel fixou o índice médio do reajuste em 5,4% no estado. Ainda assim, o impacto muda conforme o tipo de consumidor.
Para clientes de baixa tensão, que incluem a maioria das residências, o aumento médio chega a 3,74%. Já consumidores de alta tensão, como indústrias e comércios de médio e grande porte, enfrentam alta de 10,9%.
Além disso, o governo antecipou recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), conforme prevê a Lei 15.235/2025, para reduzir o impacto imediato.
Custos do setor puxam reajuste
O aumento resulta de diferentes custos do setor elétrico. Os encargos setoriais puxaram 1,73% do índice.
Ao mesmo tempo, os custos de geração e transmissão somaram 2,56%, totalizando 4,29%. Já os componentes financeiros acrescentaram mais 1,95% ao reajuste final.
Distribuição da tarifa mostra para onde vai o dinheiro
Mesmo com o aumento, a maior parte do valor pago não fica com a distribuidora.
Hoje, 34,24% da conta cobrem a compra e a transmissão de energia. Além disso, tributos e encargos respondem por 37,38% do total.
Por outro lado, a Neoenergia Cosern fica com 28,38% da tarifa, valor usado para operar, manter e expandir o sistema elétrico nas 167 cidades atendidas.
Na prática, em uma conta de R$ 100, cerca de R$ 28,38 vão para a distribuidora.
Consumidor deve se preparar para o impacto
Portanto, mesmo com o reajuste já em vigor, o consumidor só percebe o aumento nas contas de maio.
Diante disso, especialistas recomendam atenção ao consumo de energia. Afinal, a conta de luz deve continuar pressionando o orçamento das famílias potiguares nos próximos meses.
