O caso de estupro coletivo de crianças chocou moradores da zona leste de São Paulo após a Polícia Civil revelar novos detalhes da investigação neste domingo (3). Segundo as autoridades, as vítimas conheciam os suspeitos e foram atraídas para um imóvel sob o pretexto de “soltar pipa”.
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Além disso, a delegada responsável pelo caso afirmou que havia uma relação de confiança entre os envolvidos. Conforme as investigações, os abusadores eram vizinhos das vítimas, o que facilitou a aproximação. Dessa forma, os suspeitos convenceram as crianças a entrar no local onde o crime ocorreu.
Estupro coletivo de crianças: investigação avança
Posteriormente, a polícia confirmou que quatro adolescentes e um adulto já foram detidos. No entanto, um menor segue foragido, e equipes de segurança negociam com a família para que ele se entregue. Segundo autoridades, essa seria a melhor alternativa diante da gravidade do caso.
Os investigadores informaram que o adulto envolvido iniciou a gravação do crime utilizando um celular. Em seguida, ele teria orientado um dos adolescentes a continuar registrando as imagens. Como resultado, o material acabou sendo compartilhado por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais.
A Polícia Civil alerta que a divulgação dessas imagens agrava ainda mais a situação. Conforme os investigadores, pessoas que compartilharam o conteúdo também podem responder criminalmente. Assim, as autoridades pedem que a população interrompa qualquer tipo de disseminação do material.
Enquanto isso, as apurações seguem em andamento para identificar todos os responsáveis pela circulação dos vídeos. A polícia busca reunir mais provas para fortalecer o caso judicial.
Em contrapartida, o único adulto envolvido foi preso na Bahia e deve ser transferido para São Paulo nos próximos dias. Já os adolescentes apreendidos permanecem à disposição da Justiça.
